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Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Um tom mais escuro de magia-

                                                                                      


Sinopse: Entre em um universo de aventuras audaciosas, poder eletrizante e Londres múltiplas.
Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica.
Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela.
Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão.
É um hobby desafiador com consequências perigosas que ele agora conhecerá de perto.
Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente o obriga a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade.
Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

                                                                               

Kell é um dos últimos Antari, um dos poucos que ainda consegue atravessar as diversas Londres com sua magia já que desde que o que aconteceu com a Londres Negra, e ninguém sabe ao certo o que foi, é proibido viajar entre as Londres sem ser a mando do Rei ou Rainha.
Por ter “carta branca” para atravessar e viajar entre as Londres, Kell aproveita para contrabandear alguns itens com outras pessoas que possuem esse mesmo “hobby”, uma troca perigosa que pode ter consequências perigosas. E é num desses momentos que ele entra em uma missão arriscada e que coloca sua vida em risco.
Possuindo algo que pode trazer guerra e escuridão para o seu mundo ele precisa descobrir como devolver ou destruir aquele objeto, mas antes acaba sendo roubado por Lila e assim o caminho dos dois convergem para um ponto em comum.
O viajante acaba tendo sua vida salva pela ladra e é obrigado a levá-la em sua missão, fazendo com que a garota se aventure entre esses “mundos” até então desconhecidos por ela.
Lila tem um passado nada agradável, no entanto é divertida, forte, perspicaz, inteligente, observadora e sarcástica. Podem esperar cenas hilárias quando ela entra cena junto com o Kell.
Kell é um jovem Antari  que carrega uma marca que designa quem ele é para as outras pessoas; para uns é respeitado e temido, para outros é desejado e odiado, para o Rei e a Rainha é como um filho, já que foi adotado por eles aos cinco anos de idade. Aliás, antes dessa idade ele não se lembra de quase nada, sabe poucas coisas sobre si, como seu nome, mas não sabe de onde veio nem quem são seus pais.
Holland é o último Antari. Diferente de Kell, sua Londres é a pior de todas, com exceção da Negra; seus reis são os piores possíveis, personagens aterrorizantes e desprezíveis cujas atrocidades que cometem e a forma como vivem são mesquinhas e cruéis.
A história de como surgiu as quatro Londres é instigante e ao mesmo tempo pesarosa, há injustiça, egoísmo e autoproteção nas ações dos personagens que dividiram as Londres, e consigo até entender um pouco do ódio de alguns, afinal até onde é justo e certo cultivá-lo para proteger-se?
A narrativa é uma obra que proporciona questões para talvez compreender as ações de muitos personagens.
Com uma escrita ágil, fantástica e brilhante, Schwab nos faz aventurar-se entre as múltiplas Londres com destreza e de maneira emocionante. Os leitores se sentem inseridos na história enquanto acompanham os desafios que os personagens enfrentam; os lugares nos quais entravam e fugiam nos deixa aflitos já que os becos e esquinas de Londres não são confiáveis. Com a intensidade que adicionou à história a autora faz com que juntos desbravemos a magia e a aventura contidas nas páginas e embarquemos nessa odisseia junto aos personagens. Kell e Lila são duas pessoas completamente diferentes, mas que encontram um mesmo ideal pelo qual lutar.

Para quem gosta de fantasia, mistérios e uma boa dose de diversão, recomendo embarcar nessa aventura junto com Kell e Lila e descobrir a magia que existe entre as quatro versões de Londres.


Abraços Literários e até a próxima.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Caneca Literária #45: Minha Vida Fora dos Trilhos-

                                                                                      

Sinopse: A protagonista de Minha Vida Fora dos Trilhos, Abilene Tucker, tem apenas 12 anos, mas é corajosa e impetuosa o suficiente para encontrar aventuras na pequena cidade de Manifest, Kansas, para onde seu pai a enviou de trem para passar o verão sob a tutela de um velho conhecido enquanto ele trabalha em uma ferrovia.
O que parecia ser o período mais solitário e entediante de sua vida ganha um novo e surpreendente rumo quando Abilene encontra uma velha caixa de charutos com cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Aos olhos curiosos da menina, a caixa se torna uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade. A partir de então, o livro se divide em duas narrativas cronológicas: passado e presente se misturam, daquela maneira mágica que só um bom livro consegue contar
                                                             
                                                                               

Nesse infantojuvenil os acontecimentos vão da Primeira Guerra Mundial à Grande Depressão norte- americana dos anos 30, com soberba fidelidade histórica que ajuda muito na construção da narrativa sobre perdas e redenção.
Da autora americana Clare Vanderpool é narrado pela jovem Abilene Tucker, que nos conta sua história e compartilha conosco seus pensamentos.
Abilene tem 12 anos e vive com o pai, Gideon, indo de cidade em cidade de trem a procura de trabalho, porém quando ela se machuca o pai vê que os trilhos não são o melhor lugar para uma garotinha e a envia a Manifest, Kansas, para ficar com Howard Shady, o pastor da primeira igreja batista da cidade.
Lá ela faz amizades e entre objetos antigos (uma chave, um dólar de prata, uma isca de pesca, uma rolha e uma bonequinha de madeira) encontrados em um caixa de charutos Lucky Bill, jornais velhos e histórias contadas pela vidente Srta. Sadie tenta descobrir um pouco mais da vida de seu pai e do legado deixado por ele no lugar, além de tentar solucionar o misterioso caso de um espião.
Em paralelo temos a história dos amigos Ned e Jinx que se passa na época da Primeira Guerra Mundial e que a Srta Sadie vai contando a Abilene durante sua estadia em Manifest.
E
nossa protagonista que acredita em verdades universais e se envolve em confusões e aventuras, vai descobrir que histórias necessariamente possuem começos, meios e fins e nelas é possível encontrar respostas para as inquietudes.
A construção da obra apresenta entre as viradas de cada capítulos, recortes de jornais e postais, que nos proporcionam uma visão mais ampla e nos dá pistas sobre a história no passado.
É um livro fluído e rápido com personagens jovens que buscam por algo maior que eles
e querem encontrar seu lugar no mundo.
A leitura, embora leve, tem seus momentos reflexivos e faz rir, chorar, ficar com raiva, se emocionar e se apaixonar pela leitura de amneira que somos teletransportados para os eventos e conhecemos as pessoas da cidade Manifest e seus locais.
Os personagens são bem construídos com papel significativo na história em algum momento e apresentam evolução no decorrer da narrativa.
                                                                                        

A edição do livro é lind
a, o que é uma redundância em se tratando da DarkSide: capa dura, folhas amareladas, imagens de trens, os recortes de jornal da Srta Hatie Mae, a fitinha dourada e cartão postal do Kansas.
Além de ser interessante pela forma como foi apresentada e pelo conteúdo em si, a história também mostra fatos que realmente aconteceram, como a desconfiança sobre os estrangeiros que iam para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, as grandes dificuldades pelas quais passavam, a importância de se ter uma origem e um nome de família naquela época —
talvez até hoje — e o impacto que foi a Guerra na vida das pessoas.
E Manifesto é uma palavra que diz mais que seu sentido literal, além de verbo e adjetivo é também texto programático de  movimento literário e  substantivo, significa uma lista de passageiros ou mercadoria a bordo de um navio, e define com propriedade a cidade que iremos conhecer, cidade do Kansas compreendida basicamente de imigrantes reclusos de sua terra natal e vitimados pelas suas histórias de vidas, de dor, perda, saudades e redenção.

Um final em que todas as pontas são alinhavadas na medida exata do sorriso e da lágrima e se mostra surpreendente.

Abraços Literários e até a próxima.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Minissérie- Entre Irmãs

                                                                                      


Ano Novo: 12 capítulos com 365 folhas em branco para vocês escreverem o que quiserem!
Saúde, paz, amor, sucesso, amizade, prosperidade, respeito, tolerância, fé, esperança e finais felizes <3
Feliz Ano Todo para todos e vamos ao primeiro post de 2018 \0/

                                                                               

Das relações entre os moradores na pequena cidade onde a história começa até o mundo aristocrático e de aparências da capital, Entre Irmãs, baseado no livro de 2009, A Costureira e o Cangaceiro, de Frances de Pontes Peebles, encanta pelas suas personagens enquanto expõe inúmeras nuances do ambiente que as cercam, especialmente no que diz respeito às relações de poder.
                                                                                     


Nesse romance enraizado no estado de Pernambuco, que segue a vida de duas irmãs, muito conectadas desde pequenas, mas com objetivos de vida completamente diferentes, conhecemos a romântica Emília que sonha se casar com um príncipe encantado e se mudar para a capital e Luzia, que quando criança sofre uma queda eque a deixa com uma deficiência em um dos braços, é pragmática e acredita na liberdade do sertão onde vive. Criadas para serem costureiras, o destino faz com que cada uma siga caminhos completamente diferentes.
Apesar de lutas, conquistas e derrocadas, as duas irmãs separadas pela distância e pelas escolhas, sempre cultivaram uma mesma certeza: sabiam que só podiam contar uma com a outra.
                                                                               

Ao longo da narrativa aprendemos sobre o Brasil, a política regional e a oligarquia brasileira. Acompanhamos não só a vida de duas mulheres fortes e corajosas, mas também os caminhos do país compreendendo a duplicidade das vidas urbana e do sertão com a precisão de detalhes dados de forma interessante sobre o período específico e reconstituição histórica incrível baseada nos trajes de época que marcam a vida das costureiras.

                                                                          


Entre Irmãs, de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco, À Beira do Caminho e Gonzaga: De Pai pra Filho) atesta mais uma vez a capacidade do cineasta em conduzir belas histórias do interior do Brasil.
No filme estrelado por Marjorie Estiano (Emília) e Nanda Costa (Luzia), no Brasil da década de 30, duas irmãs são separadas pelo destino e enquanto uma delas passa a viver em meio a alta sociedade da capital, a outra se junta a um grupo de cangaceiros no interior.
Das excelentes atuações das protagonistas e também de Letícia Colin (Lindalva), Júlio Machado (Carcará) e Rômulo Estrela (Degas), e com uma ambientação perfeita da época, o filme aproveita a turbulenta atmosfera política daquele momento e de figuras conhecidas da história do país para traçar um paralelo com inúmeras questões que continuam a ser debatidas (ainda) nos dias de hoje.
O uso de montagem paralela, alternando os núcleos narrativos entre a vida de Emília na capital e Luzia junto ao bando de Carcará no interior funciona de maneira efetiva e concede a trama um bom ritmo.
Sem esse recurso, 2h40 se tornariam cansativos, algo que definitivamente não ocorre, embora tenha funcionado mutitíssimoooooooo melhor na minissérie.
Genuinamente brasileiro, o filme se reconecta com figuras da história e mesmo que a narrativa que se passe na década de 30 do século passado apresenta temas atuais para o país e é assustador que algumas questões ainda estejam em discussão hoje.
A adaptação caminha por segmentos bastante discutidos, como homossexualidade, preconceito, feminismo e machismo.
Temos a impressão de que Emília viverá um conto de fadas enquanto Luzia viverá um pesadelo, mas não acontece assim, Emília se dá conta de que nem todos os sonhos se tornam realidade e ao se casar com Degas, percebe que a vida na capital não é fácil para uma moça vinda do sertão, uma vez que o preconceito e o machismo falam mais altos. Príncipe encantado? Nada disso.
Por outro lado, ainda que a vida de Luzia não seja um conto de fadas, a garota se sente livre lutando pelo sertão que tanto ama e ela que nunca sonhou com o amor conquista um “príncipe” singular.
Embora durante parte da narrativa haja uma carência de conflitos imediatos , o ritmo, os contrastes, os paralelos, as diferenças e particularidades dos personagens e as atuações têm força para manter a cadência, prender a atenção, emocionar e ainda segue conosco muito tempo depois de ter acabado.

2h40 ou 600 páginas podem parecer exagerado, mas acreditem é essencial!
Uma bela história que ganha contornos poéticos, femininos e intimistas com voz narrativa forte e sedutora e personagens complexos nem um pouco estereotipados.
Maravilhoso!


Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo-



Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



Esse é um post programado.

O Café com Leitura na Rede deseja a todos um Feliz Ano Novo.
Que 2018 traga muitas alegrias, saúde, realizações, amor, amizades, paz, sucesso e claro muitos livros :)
A todos vocês, e a cada um em particular, que esteve por aqui nesse ano, que dedicou um pouquinho de seu tempo para deixar um recadinho, para ler minhas palavras, para fazer uma visita ao nosso cantinho de leitura, o meu muito obrigada.
Gratidão!
A gente se vê em janeiro. Volto dia 08/01.
Bjos enormes e abraços literários.


domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal-


Olá bebês,  é véspera de Natal e quase todas os lares estão enfeitados para as festividades!
Vamos falar sobre alguns dos símbolos de Natal. 
Me contem, quais símbolos vocês usam na decoração??????
Qual deles é o seu favorito?????



Árvore de Natal

A árvore natalina é representada por um pinheiro enfeitado com luzes e bolinhas coloridas. Para os cristãos  reúne dois símbolos religiosos: a luz e a vida.
Uma lenda conta que havia três árvores próximas ao presépio: Uma oliveira, uma tamareira e um pinheirinho que desejavam honrar o recém-nascido.
A oliveira ofereceu suas azeitonas e a tamareira suas tâmaras, mas o pinheirinho não tinha nada a ofertar. Lá no alto, as estrelas desceram do céu e pousaram sobre os galhos do pinheirinho oferecendo-se como presentes.
A tradição da árvore é bem antiga (segundo e terceiro milênio A.C) quando os povos indo-europeus consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Natureza, sendo consideradas intermediárias entre o céu e a terra.
O pinheiro propriamente dito simboliza a vida longa e a imortalidade por sua resistência  mesmo em épocas de frio intenso. Representam a força vital, os bons presságios e os novos tempos. Seu verde é o símbolo da esperança.
As pinhas,  frutos do pinheiro também são símbolos das festas natalinas e representam o retorno da vida que se renova, pois o que comemos é a semente que tem em si a potencialidade de criar uma nova árvore.




Bolinhas que enfeitam as árvores de Natal

As bolinhas também fazem a ligação com o círculo da perfeição, a imortalidade e o ovo da criação, que contém dentro de si a vida, o princípio de tudo. É um símbolo que agrega o Ocidente e o Oriente na crença da gênese do mundo.
Tradicionalmente as bolinhas são vermelhas numa referência as vestes de Maria, simbolizando a realização na matéria e representam o amor de Deus pela humanidade.
Na cor azul fazem referência ao manto que cobre o menino Jesus no colo de Maria, mostrando a ligação entre a matéria e o espírito. Azul simboliza a espiritualidade.




Bolos e Panetones

Uma série de bolos e massas são preparados somente para o Natal e são conhecidos por todo o mundo.
O bolo recheado de frutas cristalizadas e uvas secas é uma tradição do Natal italiano.
Ele foi criado na cidade de Milão, não se sabe ao certo por quem.
Existem três  versões: A primeira diz que o produto foi inventado, no ano de 900, por um padeiro chamado Tone. Por isso, o bolo teria ficado conhecido como pane-di-Tone.
A segunda versão da história conta que o mestre-cuca Gian Galeazzo Visconti, primeiro duque de Milão, preparou, em 1935,  o produto para uma festa. E a última versão é a mais romântica e conta que Ughetto resolveu se empregar numa padaria para poder ficar pertinho de sua amada Adalgisa, filha do dono. Ali ele teria inventado o panetone, entre 1300 e 1400. Feliz com a novidade, o padeiro permitiu que Ughetto se casasse com sua filha.




           Boneco de Neve          

O toque mágico do Natal vem com a brancura e o frio da neve no hemisfério norte que exigem que as crianças convivam mais tempo dentro das casas. Nos países frios elas se acostumaram a sair nos dias de neve de Natal para criar seus próprios bonecos de neve. Só é preciso armar duas grandes bolas de neve e colocá-las uma sobre a outra. Uma cenoura serve de nariz, um cachecol velho, um chapéu, algumas laranjas para os olhos, quatro galhos servem como pés e mãos e o boneco está pronto.
A tradição popular se transformou em peça de decoração de árvores mesmo em países tropicais como o Brasil.


                                                                                  
Canções

Anjos cantores anunciam a boa notícia: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”
Anjos, ou seja, mensageiros surgem nos céus para confirmar o nascimento do Filho de Deus. Pela melodia que entoam prenunciam um novo tempo. As primeiras canções natalinas datam do século IV e são cantadas até hoje na véspera do Natal.




               Cartões            

A confecção do primeiro cartão de Natal, costuma ser atribuída ao britânico Henry Cole que em 1843, encomendou a uma gráfica um cartão com a mensagem: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo.” Porque não tinha tempo para cumprimentar pessoalmente  cada um dos seus amigos.
Mas, em 1831, um jornal de Barcelona, na Espanha, quis colocar em funcionamento uma técnica de litografia felicitando seus leitores pelo Natal mediante uma estampa, o que já pode ser considerado uma forma de cartão de Natal.
O costume se estendeu por todo o mundo e a partir de 1870 começaram a ser impressos coloridos e trazendo além das felicitações também imagens de presépios e do Papai Noel.


                                                                                  


Estrela-guia

A estrela-guia representa a estrela que ajudou os Reis Magos a chegarem à manjedoura onde nasceu Jesus. Ela os guiou com sua luz, por isso traz no nome a palavra “guia”.


                                                                                  

Estrelas

Simbolizam a luz que sempre harmoniza os ambientes. As cores usadas nos enfeites possuem significados: a cor ouro está ligada ao Sol, associado à evolução do espírito.
O verde representa o poder da renovação, e o vermelho tem a ver com o fogo e com o amor divino. Para os judeus, são anjos guardiões. Para os místicos, a estrela de cinco pontas mostra o esquema simbólico do homem em relação às medidas do universo – braços e pernas esticados, e a cabeça que comanda a vontade. A estrela de seis pontas simboliza a paz.



                                                                               
 Guirlanda          


Uma guirlanda pendurada na porta da casa indica a presença do menino Jesus naquele lar


                                                                             

Papai Noel             

Personagem de grande destaque no Natal por sua associação a São Nicolau, chamado Santa Klaus, bispo de Myra, na antiga Lícia (atual Turquia). Durante o século IV, este homem de fé marcante foi transformado no lendário Papai Noel, o bom velhinho que presenteia as crianças com doces, carinhos e brinquedos.
Uma lenda conta que São Nicolau, no dia de sua festa, 6 de dezembro de cada ano, passava de telhado em telhado depositando presentes nas meias colocadas nas chaminés ou nos sapatinhos colocados nas janelas das casas.
Era um homem bondoso que ficava feliz em presentear as pessoas pobres e sem condições financeiras. Com o passar do tempo, converteu-se em protetor das crianças, dos marinheiros, dos viajantes e dos mercadores, os tradicionais provedores de presentes.



Pomba

A pomba branca da paz que muitos colocam nos pinheirinhos como enfeite sugere a representação do espírito Santo, simbolizando a pureza e a simplicidade.



                                                                                  
Presentes

Em dezembro, na festa romana que honrava  Saturno, eram distribuídos presentes, como estatuetas em argila, mármore, ouro e prata. No século 14, as crianças comemoravam o dia de São Nicolau, colocando os sapatos na janela e recebendo presentes. A primeira loja especializada em presentes de Natal foi fundada em Paris na França em 1785.


                                                                                  


Presépio

Representa o local do nascimento de Jesus. É formado por uma manjedoura, onde repousa o menino Deus, e as imagens de Maria, José, os reis magos, os pastores, anjos, animais e a estrela-guia. Segundo a história, São Francisco construiu o primeiro presépio na cidade de Greccio, na Itália, em 1223.


                                                                                 


Reis Magos

O historiador inglês São Bedas (673-735) foi o primeiro a citar os nomes e descrever os três Reis Magos. Na Bíblia, eles são chamados de pastores no Evangelho de Lucas, e de Magos no Evangelho de Mateus. Cada um deles representa uma raça: a branca, a amarela e a negra. O africano Baltazar, o asiático Gaspar e o europeu Melchior (ou Belchior) foram os primeiros a visitar o Menino Jesus e lhe ofereceram presentes:mirra (resina extraída da árvore de mesmo nome), em sinal de sua humanidade; incenso, para representar a divindade do Menino Deus; e ouro, em homenagem a sua realeza. No Brasil, as primeiras imagens dos Reis Magos chegaram de Portugal, em 1752, destinadas ao Forte dos Reis Magos, no Rio Grande do Norte.


                                                                                 

Renas

Rudolph é o nome da mais conhecida rena do trenó do Papai Noel. No Brasil não existem renas, nem mesmo no zoológico. Elas não suportam viver em clima quente. Gostam de temperaturas baixas. Por isso vivem em regiões frias, como a Escandinávia, a Groenlândia e a Sibéria, onde os termômetros no inverno, costumam atingir 50 graus abaixo de zero.



                                                                                 

Sinos

Os sinos simbolizam o respeito ao chamado divino e representam o ponto de comunicação entre o céu e a terra.
As badaladas dos sinos de Natal representam a mensagem “Nasceu Jesus!”. Além disso, acredita-se que o som dos sinos pode afastar tudo de ruim e trazer a boa sorte.
Remete também ao ambiente rural onde os sinos da igreja tocavam avisando e convocando.
As renas carregam os sinos da anunciação.




Velas

Acender velas nos remete à festa judaica de Chanuká, que celebra a retomada da Cidade de Jerusalém pelos macabeus das mãos dos gregos. Lembramos também a festa pagã do Sol Invencível dos romanos (Dies Solis Invicti)  celebrada na noite do Solstício de Inverno, em 21 de dezembro, data próxima a do nascimento do menino Jesus.
Os cristãos transformaram-na na festa da luz que é Cristo.
Na chama da vela estão presentes todas as forças da Natureza.
Ela acesa é símbolo de individualidade e de nossos anos vividos. Tantas velas, tantos anos.
Para os cristãos, as velas simbolizam a fé, o amor e a vida.



Lembrem-se que esta festa é uma consagração à espiritualidade e a nossa conexão maior deve ser com o espírito de renovação que o NATAL  traz abrindo os nossos corações para o amor fraternal.
O Café com Leitura na Rede deseja a todos um FELIZ, ILUMINADO e ABENÇOADO NATAL!

Esse é um post programado, volto no dia 08/01, beijos estalados, abraços apertados e até lá.










quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O Presente do Meu Grande Amor- Doze Histórias de Natal

                                                                                       


Sinopse: Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve — presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite —, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor. Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o Ano-Novo, o Chanucá ou o Solstício de Inverno.

Livros de contos são uma boa alternativa para ler autores que não conhecemos, já que são curtinhos e apresentam o modo como eles conduzem as narrativas.
Gosto bastante de YA e das festas de fim de ano, então fiquei encantada com essa obra da Intrínseca que traz uma coletânea de doze contos com alguns dos nomes que estava curiosa para conhecer.

Meias-noites”, de Rainbow Rowell
“A dama e a raposa”, de Kelly Link
“Anjos na neve”, de Matt de la Peña
“Encontre-me na estrela do Norte”, de Jenny Han
“É um milagre de Yule, Charlie Brown”, de Stephanie Perkins
“Papai Noel por um dia”, de David Levithan
“Krampuslauf”, de Holly Black
“O que diabo você fez, Sophie Roth?”, de Gayle Forman
“Baldes de cerveja e menino Jesus”, de Myra McEntire
“Bem-vindo a Christmas, Califórnia”, de Kiersten White
“Estrela de Belém”, de Ally Carter
“A garota que despertou o sonhador”, de Laini Taylor

Uma das premissas da obra é contemplar a diversidade e a representatividade, o que por si só é um excelente motivo para a leitura e deveria servir de inspiração para outros autores.
E apesar de todas as histórias fazerem menção ao Natal, nem todos os personagens são cristãos e comemoram essa data – alguns celebram Ano-Novo, Chanucá ou Solstício de Inverno.
Os contos com elementos de fantasia possuem as histórias mais criativas se comparadas com as demais e tem estilos variados como no meigo “Encontre-me na estrela do Norte” em que conhecemos Natalie, uma garota adotada por Papai Noel, e sobre sua vida no Polo Norte, na companhia dos duendes ou como o diferente “Krampuslauf” que apresenta adolescentes comuns com problemas comuns, mas não fúteis, como as três garotas que são discriminadas por estudarem em colégios públicos e serem de famílias algumas vezes problemáticas. Aqui a narradora conta curiosidades sobre os costumes natalinos e apresenta uma visão crítica sobre como o mundo atual corrompeu a tradição. O final é surpreendente.
A dama e a raposa” também é ambientada na realidade, e nela a magia se revela para a protagonista enquanto que em “A garota que despertou o sonhador” traz um enredo que se passa num universo fantástico criado e onde a protagonista recorre a antigas divindades para se livrar de um pretendente grosseiro.
Os contos mais realistas também são interessantes, como “Baldes de cerveja e menino Jesus”: onde quando em uma de suas brincadeiras incendeia o palco, o cenário e os figurinos da peça de Natal da igreja, Vaughn é obrigado a ajudar na montagem de uma nova peça e no dia da apresentação tudo dá errado e o menino se desdobra para realizar a peça.
Meias-noites” e “Papai Noel por um dia”, não são ruins, mas perdem pontinhos se comparados aos outros contos.
Embora todas as histórias tenham um casal se formando (na maioria das vezes duas pessoas que acabaram de se conhecer e ficam juntas no Natal no melhor estilo romance macarrão instantâneo), algumas se aprofundam em outras questões, o que obviamente as tornam mais interessantes.
Bem-vindo a Christmas, Califórnia” e “Estrela de Belém” focam nas relações familiares dos personagens, um tema rico que deveria siiiiiiiiim ser melhor trabalhado em obras YA. As autoras conseguem tratá-lo em dois contos com histórias instigantes e protagonistas bem construídas.
A narradora de White que é revoltada com sua vida numa cidade minúscula, mas tem um lado sentimental com relação a sua mãe. Já a de Carter decidiu fugir de sua antiga vida, pegando um avião sem saber o destino e depois assumindo a vida de outra garota – uma das histórias mais envolventes do livro, que nos faz torcer pela garota, apesar da bagunça que se torna a sua vida.
Outro elemento comum a todos os contos, e que era esperado, é um milagre de Natal – alguns, na forma de interferências mágicas na vida das personagens, outros, simplesmente com a conexão ou conciliação entre um casal ou entre um personagem e sua família.
De certa maneira todos conseguiram, senão ser originais, transmitir no final a mensagem de esperança das festas de fim de ano.
É uma leitura agradável e um livro fofíneo recomendado para quem quer ler diversas histórias com finais felizes.


Abraços Literários e até a próxima.



domingo, 17 de dezembro de 2017

Série "Elements"-

                                                                               
A série “Elements”, da autora americana Brittainy C. Cherry, que a editora Record trouxe para o Brasil consta de quatro livros com doses exatas de todos os elementos.
O ar que ele respira” (Ar), “A chama dentro de nós” (Fogo), “O silêncio das Águas” (Água) e “A Força que nos atrai” (Terra), são romances contemporâneos que apesar de fazerem parte de uma série, são livros que podem ser lidos individualmente, já que cada obra conta uma história diferente e não se conectam.
O fator de ligação aqui são os quatro elementos: ar, fogo, água e terra.
Nas narrativas vamos ler sobre o perdão, superação e a construção do amor, não só romance, mas também fraternal, e da felicidade, sem vitimização.
São romances fofos sim, que causam empatia, mas também intensos e com uma pitada de mistério, além de proporcionarem reflexões especialmente as sociais.


                                                                                 

O ar que ele respira

Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim."



A chama dentro de nós

Uma bela amizade. Uma improvável história de amor. Uma tragédia que pode pôr tudo a perder. Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles?



O silêncio das águas

Uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?



A força que nos atrai

Graham Russell e Lucy não foram feitos um para o outro. Ele era apático, vivia em pesadelos e não era um homem que sabia amar. Ela era conduzida pela emoção, sonhadora e não era uma mulher que sabia como não amar. Mas é impossível resistir à atração que os une. Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.



Uma série fofinha para ler de uma sentada, despretensiosamente, por quem gosta romances Young Adult.

Abraços Literários e até a próxima.