Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Cine Clube #11: Meu Malvado Favorito e Meu Malvado Favorito 2

                                                                                  


Atualmente são produzidos muitos filmes de animação, mas poucos apresentam um roteiro realmente bom. O gênero tem feito cada vez mais sucesso com o público, no entanto a maioria dos filmes atuais somente se destaca pelas excelentes direções de arte, que garantem um grande apelo estético, mas não conseguem prender pela história.
Claro que podemos destacar exceções como “Up – Altas Aventuras”, “Mary and Max” e outros mais antigos como “Toy Story” e “Monstros S.A”. Porém, são poucos os desenhos atuais que realmente  chamam atenção. O filme “Meu Malvado Favorito” (“Despicable Me”, no original) também  se encaixa perfeitamente no quadro das exceções.
A trama gira em torno do cientista e  maior vilão do momento, Gru, que tem seu posto colocado em xeque por um vilão novato, chamado Vetor.
Um dos pontos interessantes do roteiro é o protagonista ser um vilão. É ele que nós acompanhamos ao longo do filme. E esse fato se torna ainda mais interessante se observarmos que os vilões estão fazendo cada vez mais sucesso com o público.
Mas Gru não é essencialmente um homem mau, está mais para alguém antissocial, suas atitudes soam mais como implicâncias do que ações cruéis, como quando estourou um balão de um garotinho ou furou a fila de um café usando um raio congelante. E, ao longo do filme, percebemos que essas atitudes são frutos de traumas de infância e da relação que ele tinha com sua mãe.

Para recuperar o posto perdido, Gru decide roubar a lua, só que para isso ele precisa de um raio encolhedor que Vetor, roubou. Gru então decide adotar três meninas, Margo, Edith e Agnes.
A chegada das três garotinhas, que são contempladas com doses extras de fofura – especialmente a mais nova, Agnes -, representa uma mudança na vida do vilão. Inicialmente Gru as adotou apenas para que elas o ajudassem a entrar na casa de Vetor, pois elas vendiam biscoitos que o inimigo adorava. Depois, a falta de paciência com as pequenas meninas se transformou em um grande carinho e a chance de sentir o que é ter uma família de verdade
O relacionamento do Gru com as meninas faz com que ele reveja seus conceitos e fique em dúvida se deve seguir com suas malvadezas.

Este filme tem um enredo excepcional, extraordinariamente bom. Qualquer pessoa em qualquer idade vai gostar.
As situações que envolvem os quatro são ao mesmo tempo engraçadas e tristes. Engraçadas porque três meninas pequenas e fofas junto com um vilão contraria tudo. E se você pensar que esse vilão se envolve em mil confusões tentando em vão se apegar a elas tudo fica ainda mais engraçado.
O filme utiliza um humor bastante refinado com boas piadas seja nos diálogos ou nos jogos de cena.
A parte triste fica por conta de como foi bem construída e apresentada a adoção no sentido da expectativa de uma criança que espera por uma família.
Temas como adoção e a falta de atenção de alguns pais com seus filhos são tratadas de maneira muito sutil. Quantas crianças adotadas não passam por problemas com a nova família? E quantas não conseguem sequer serem adotadas? E  aquelas que não recebem carinho dos próprios pais. Quais são as consequências disso para o futuro delas? Tudo isso é exposto no filme de uma forma inteligente e sensível.

Nesta animação conhecemos também os minions, criaturinhas amarelas e fofíssimas pelas quais todos vão se apaixonar, ajudantes do Gru nas suas maldades.

                                                                              


Em 3D, algumas cenas ficaram simplesmente perfeitas, como a da montanha russa no parque de diversões.

                                                                                 



Não imaginava que teria uma continuação, uma vez que o filme não propõe isso, já que  o final é nota 10 e não deixa pontas soltas, muito bem alinhavado.

                                          



Em Meu Malvado Favorito 2, Gru, agora um homem de família que coloca sempre em primeiro lugar suas filhas, deixou a vilania de lado. Mas o roubo de uma fórmula que transforma os seres vivos em maus, vai fazer com que o Gru pense como vilão novamente e descubra quem roubou e onde ela está escondida. Para isso, ele precisará trabalhar para Liga Antivilões, uma organização secreta que descobre e pune os vilões, ao lado da agente Lucy. No começo a relação deles é um tanto conturbada, mas com o  transcorrer da trama os dois passam a ter uma parceria não só para descobrir quem roubou a fórmula.

Na parte técnica, destaque para a excelente direção de arte e fotografia.
A trilha sonora chama a atenção pelo simples fato de ser perfeita e as músicas originais inseridas  combinarem 100% com o enredo.
Além das músicas compostas especialmente para o filme serem excelentes, também estão na lista outras mais famosas como “Sweet Home Alabama” de Lynyrd Skynyrd, “You Should Be Dancing” dos Bee Gees e até a clássica “Garota de Ipanema” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

Particularmente gostei muito dos dois filmes e não saberia escolher entre um e outro, os dois são muito bons, mas uma ressalva talvez seja o fato de que o segundo filme tenha uma trama mais bem elaborada e seja ainda mais divertido, as risadas fluem o tempo todo, e a dinâmica do filme que antes era focado só no Gru, apresenta histórias  paralelas. Além disso, o filme tem muito mais cenas dos minions, o que provoca mais risadas com aquela língua deles que ninguém entende. Isso é meio que um preparo para 2014, ano que os ajudantes amarelos ganham o seu filme solo. Eles também participam diretamente do clímax do filme, o que revela uma importância maior deles do primeiro para o segundo.

Com direção de Pierre Coffin e Chris Renaud e o roteiro de Ken Daurio e Cinco Paul, Meu malvado Favorito 2 já tinha a fórmula do sucesso com o primeiro e acrescentou mais ingredientes interessantes no segundo, o que o tornou mais engraçado e colorido.
Com o final não me parece que haverá sequência, mas eu pensei assim também com relação ao primeiro. O que me faz pensar em mais um ponto positivo da narrativa: os filmes podem ser assistidos sem nenhum problema individualmente como na sequência, pois são bem costurados.

Recomendadíssimo.

Abraços Literários.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Arte das Capas #10

                                                                                  



A capa de livro é a identidade visual de uma obra literária. Uma nobre embalagem, que desperta os sentidos, desejos, sonhos e emoções, e tem muita história para contar...
A Arte das Capas é a coluna em que mostramos  livros e suas capas.
Bacana pra que vocês conheçam novos livros e novas capas também, já que temos  certeza que muita gente, assim como nós, adora capas de livros!
Nesse mês de julho,  férias de inverno, nós trazemos esse que é um livro encantador e absolutamente recomendado, Stardust de Neil Gaiman.


Você é capaz de reconhecer um conto, romance ou roteiro de Neil Gaiman, mesmo sem saber previamente que é ele o autor, pela marca registrada de todas as suas narrativas – o tom onírico, que está sempre balançando entre o sonho e o pesadelo, entre o belo e o terrível.
As histórias de Gaiman guardam, todas elas a beleza de Faërie - a descrição que Tolkien faz das histórias de fadas- “uma beleza que é um encantamento, e um perigo sempre presente; alegrias e tristezas agudas como espadas”.
Talvez muitos de vocês já conheçam, o enredo dessa história, uma vez que ela virou filme em 2007, com Claire Danes no papel de Yvaine, além de figuras como Michelle Pfeiffer e Robert De Niro.
Stardust trata da jornada do jovem Tristan Thorn, atrás de uma Estrela.
E o Muro, que divide a passagem entre o nosso mundo... e Faërie.
Durante  séculos, o  povo da vila do Muro guardou aquela passagem, uma espécie de portal que divide a Terra Encantada onde existem castelos, elfos, fadas, bruxas e diversos outros seres encantados, além de muitos, muitos perigos!, impedindo que qualquer pessoa passasse de um lado para outro, exceto por um dia, a cada nove anos, quando ocorre a Feira.
E, o princípio do livro, trata exatamente desse evento, acompamos Dunstan, pai de Tristan, enquanto ele se diverte na feira e conhece uma estranha garota.
Nove meses depois, um embrulho aparece surpreendentemente a sua porta...
E é assim que conhecemos Tristan.
A história então dá um salto temporal – encontramos Tristan com dezessete anos, apaixonado por Victoria Forster, a garota mais bonita do vilarejo. Ele a está acompanhando até sua casa, tentando encontrar uma maneira de roubar-lhe um beijo quando os dois vêem uma estrela cadente.
Tristan promete qualquer coisa pelo beijo de Victoria, indicando a vila do Muro abaixo dele e o céu noturno acima deles. Nesse instante, na constelação de Órion,  uma estrela estremeceu, brilhou e caiu.

“Eu trarei aquela estrela cadente.”

Diante dessa promessa, Victoria cede – se ele lhe trouxer a estrela cadente, ela não só lhe dará o beijo prometido como se casará com ele. Só que a estrela caiu do outro lado do Muro ...
O que ele não esperava, contudo, em sua jornada, era encontrar no lugar de uma rocha fumegante, uma garota de cabelos tão claros quase brancos e que brilhava no escuro: Yvaine, é a estrela cadente.
Obviamente levar Yvaine para Victoria não será uma missão fácil. Para início de conversa, Yvaine não está feliz por ter sido jogada do céu para a terra; tampouco de servir de presente de casamento para uma garota humana. No meio da história, temos ainda os príncipes de Stormhold, um dos reinos de Faërie, atrás da jóia que lhes fará rei e uma Bruxa-Rainha disposta a arrancar o coração da estrela a fim de recuperar sua juventude.
Ao longo da narrativa, Yvaine vai suavizando com Tristan, ao mesmo tempo em que o rapaz amadurece ao longo de suas andanças por Faërie, de volta para a Vila do Muro e essa evolução será primordial para o papel que assumirá mais tarde.
O filme faz uma boa adaptação da história do livro, só que ele segue mais a linha Disney de Contos-de-Fadas, com  final felizes para sempre.o que funciona muitíssimo bem nas telonas.
O final do livro de Stardust rende uma reflexão interessante sobre eternidade e mortalidade.
Curiosidade interessante: Gaiman usa como introdução ao livro um poema de Jonh Donne, chamado Vá e agarra a estrela cadente; poema esse que serve como base para a maldição de Howl no O Castelo Animado de Diana Wynne Jones.

Conheci Stardust quando assisti ao filme, e posso dizer com a mais absoluta certeza de que foi amor à primeira vista. Tudo o que eu mais gosto em um filme: fantasia, magia, humor e suspense, reunido num só lugar. 
Stardust é um conto de fadas para adultos, e é isso que o torna tão original. As ilustrações são inacreditáveis e como o próprio Neil Gaiman diz: “Charles Vess (o ilustrador) é o único dos nossos tempos que se aproxima dos grandes pintores de fadas do período vitoriano”.
O livro é mágico. E mágico no sentido literal da palavra: ele te encanta, enlaça em um feitiço e não solta mais. É como se entre você e ele estivesse ligada uma corrente feita de pelo de gato, escama de peixe e luar, corrente igual à usada tantas vezes no livro. Possivelmente quando você o abrir, não conseguirá parar de ler.
Uma história tão incrível quanto à desse livro é encantadoramente inesquecível.

 Agora queremos saber ... qual capa VCS  elegem como a favorita ????



Abraços Literários.

domingo, 20 de julho de 2014

Caneca Literária #13: O Pão da Amizade- Darien Gee

                                                                               


 Esse é o livro que escolhemos para o mês de julho, no dia 20, data em que comemoramos o dia do amigo,  totalmente apropriado para celebrar as amizades, não acham?

                                                                             



Um presente anônimo conduz uma mulher a uma jornada que ela jamais poderia imaginar.

Sinopse- Certa tarde, Julia Evarts e Gracie, sua filha de cinco anos, chegam em casa e encontram um presente na varanda: um pão da amizade com o simples bilhete “espero que você goste”. Junto, há um pacote de massa, instruções de como fazer o pão e um pedido para que ele seja compartilhado com outras pessoas. Ainda abalada pela tragédia que a distanciou da irmã, antes sua melhor amiga, Julia continua perdida quanto aos rumos de sua vida. Ela teria jogado fora o presente anônimo, mas, para alegrar Gracie, concorda em assar o pão. Quando Julia conhece duas recém-chegadas à pequena cidade de Avalon, Illinois, ela desencadeia uma ligação ao oferecer a elas uma parte da massa. A viúva Madeline Davis está trabalhando para manter aberto o seu salão de chá, enquanto a famosa violoncelista Hannah Wang de Brisay está numa encruzilhada, com o fim da carreira e do casamento. Na cozinha do salão de chá de Madeline, as três mulheres firmam uma amizade que mudará suas vidas para sempre. Não demora para que todos em Avalon estejam assando o pão em suas cozinhas. Mas este momento feliz e as novas amizades também apresentam um novo desafio: a necessidade de reencontrar a irmã e lidar com uma situação que ela preferia esquecer.
O pão da amizade conta uma história espiritual e comovente sobre a vida, a amizade, as dificuldades e a família, e sobretudo a necessidade de mantermos sempre acesa a chama da esperança.


Este livro fala sobre a superação da dor através da amizade, da solidariedade e da união entre três mulheres diferentes, apesar de igualmente “famintas” em suas almas.
Uma mãe, Julia Evarts, sofre a morte de seu filho e não consegue perdoar a irmã, atraindo energias dolorosas para sua vida e a de seus familiares. Madeline Davis perdeu o marido e agora tenta tocar seu negócio, um salão de chá. A célebre violoncelista Hannah Wang de Brisay enfrenta a crise de seu matrimônio e o declínio de sua trajetória profissional. As duas acabaram de chegar a Avalon, cidadezinha de Illinois, quando conhecem Julia, que há pouco, em uma tarde como tantas outras, recebeu de um remetente oculto um estranho presente.
Ela e sua filha Gracie chegavam em casa quando descobriram um pacote com o pão da amizade acompanhado de uma mensagem, um embrulho contendo farinha e orientações de como preparar o pão que deveria ser compartilhado com outras pessoas. Julia, surpresa e, ainda no auge de seu sofrimento, pensa em simplesmente se livrar desta estranha doação, mas a garota faz com que mude de ideia.
Ao se aproximar das novas vizinhas, decide dividir com elas a matéria-prima e as três então se unem para confeccionar o pão, criando assim elo entre elas, sem saber que neste momento era tudo de que mais precisam. Quando se dão conta, todos no lugarejo estão preparando o alimento em suas próprias residências.
O pão proporciona às amigas superarem os traumas por meio da forte amizade que se estabelece ao longo de sua preparação na cozinha de Madeline. E agora as personagens se encontram diante de um novo compromisso, resolver suas pendências com os fantasmas do passado.
Esta história retrata uma jornada espiritual rumo à redenção e à transformação interior, um percurso com o qual cada leitor irá se identificar plenamente.
Afinal, sofrimento, dores, desafios, dilemas familiares, o resgate da esperança e demais temas abordados nesta trama tocante fazem parte da vida de todos nós em algum momento de nossas vidas.
O pão, portanto, é mais que um alimento do corpo, é o instrumento de transformação dos personagens; é o bálsamo que nutre seus espíritos, renova sua mente, e propicia a desejada saciedade espiritual. Enquanto preparam o nutriente, elas entram em contato com suas próprias essências e têm a chance de se reconciliar consigo mesmas.
A primeira pergunta que me fiz quando peguei o livro  para ler foi: Como um pão vai mudar a vida das pessoas? 
Com a leitura desse livro maravilhoso, eu descobri como, e ainda tive muito no que pensar.
“O Pão da Amizade” é dividido em capítulos “normais”, onde narra a história dos protagonistas (Julia, Hannah, Mark, Livvy, Eddie e Madaleine), e em capítulos “especiais”, onde abre um parêntese para contar a história de um outro personagem que pode ou não aparecer posteriormente na história principal, atribuindo um bom ritmo ao texto, que por si só já é ótimo.
Os personagens são muito bem construídos: carismáticos e envolventes. A autora trabalha muito bem vários personagens ao mesmo tempo e o faz de forma bastante íntima. Em menos de 20 páginas, nos flagramos completamente envolvidos com a trama de cada um. E é fácil transportar as lições que cada personagem aprende para nossas vidas.
E para quem goste de cozinhar, o livro tem um tempero a mais já que há várias receitas do Pão da Amizade no final.

Mais do que entretenimento, é um livro que nos faz crescer como fermento.

Recomendadíssimo!


Abraços Literários.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #9

                                                                                  



Este é um espaço para que a magia do nosso Cantinho de  Leitura esteja disponível  para VCS  24 horas por dia.
Isto porque as poesias, os poemas, as rimas, os cordéis, prosa e verso  não podem ficar restritos a um sarau em  uma sala; devem estar ao nosso alcance sempre.
Os poemas que os lábios proferem, os ouvidos alcançam e encontram eco no coração, no espírito, na própria alma,  e enleva.
É por isso que convidamos você a embarcar com a gente!


E para esse mês de julho, das férias de inverno, nossO Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos traz para  leitor mais uma vez  Carlos Drummond de Andrade e seus desejos!

VCS conferem Carlos Drummond de Andrade também neste post aqui.
         

“DESEJOS”

Desejo à você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
                                                      Queijo com goiabada                                
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.”

Carlos Drummond de Andrade

 Abraços Literários e até a próxima.


sábado, 12 de julho de 2014

Charlotte Street- Danny Wallace

                                                                              



Sinopse - Charlotte Street - O amor pelas ruas de Londres - Danny Wallace
Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como algumas situações se desenrolam...

Charlotte Street captura todos os lados de uma vida comum, dando um toque sutil do que é essencial às nossas vidas. Através de uma escrita detalhada e emocionante, Danny Wallace conta a história de Jason Priestley, que, um dia, ao ajudar uma moça carregada de coisas a entrar num táxi na "Charlotte Street", acaba ficando com sua máquina fotográfica descartável. Mas como encontrá-la? Essa era a primeira pergunta.
Para tentar encontrá-la e devolver a máquina, ele revela o filme em busca de pistas. Aos poucos, Jason e seus amigos se envolvem numa espécie de aventura para encontrar "A Garota", indo aos lugares onde ela esteve e que reconheceram pelas fotos, colocando anúncios estilo "charada" no jornal, e, falando com um homem que aparece nas fotos, mas para quem não podem revelar nada, pois ele é supostamente namorado da garota.
A segunda pergunta era, porque ele queria tanto encontrá-la novamente?

Durante a narrativa percebi algo que pode ser considerado como intensidade. Intensidade esta que, fica difícil perceber logo no início, sendo preciso enxergar além do que está escrito.
Vamos aos poucos descobrindo o que aconteceu no passado de Jason. Ou melhor, o que ele fez no passado que o deixou na situação que está hoje: sem perspectivas, com sua ex, noiva e grávida de outro cara, trabalhando como freelancer em um jornal e morando de favor com o melhor amigo, Dev, que é louco por vídeo games.
Por ser um livro grande (398 p.) e que gira em torno de um só núcleo, a leitura se tornou cansativa em alguns momentos e muitas passagens são sinceramente desnecessárias. Talvez pelo excesso de detalhes, ou até mesmo pelo excesso de reflexões do personagem (sim, ele divagava!). Mas nada que tirasse o encanto das páginas.  Com isso, notei que, uma das mensagens principais do autor era mostrar que mesmo diante de uma vida rotineira, mesmo diante de nossas aflições, angústias e decepções, quem faz tudo valer à pena somos nós.
Mas para chegar a essa conclusão VCS precisam embarcar na leitura.
O autor faz uso de metáfora para comparar a vida com uma câmera descartável 35mm, onde devemos “agarrar o momento” antes que seja tarde.
Apesar de o livro ter deixado a desejar em alguns pontos, com piadas do tipo “você só entenderá se for de Londres”,  gostei do livro.
Acompanhar a evolução e amadurecimento dos personagens,  perceber a trajetória deles tão próxima de nossa, e traçar um paralelo provável e possível é um dos principais motivos pelos quais recomendo que leiam Charlotte Street. Outro motivo são as  reflexões que realmente fazem pensar sobre muitas questões da vida, o “fazer acontecer”, acreditar no destino e passar por cima dos medos transformando sonhos em realidade e construindo um futuro melhor onde todas as pecinhas finalmente se encaixam.

Uma aventura divertida, Charlotte Street renderia um bom e típico filme inglês.


Abraços Literários e até a próxima.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Caçadores de Tesouros- James Patterson

                                                                             



Sinopse - Caçadores de Tesouros - Livro 01
CAÇAR TESOUROS? ENFRENTAR PIRATAS? MOLEZA! ESSA TURMA É RADICAL! Os pais de Bick Kidd são caçadores de tesouros mundialmente famosos, que desapareceram misteriosamente. Agora, Bick e os seus irmãos Beck,Tommy e Tempestade precisam cumprir a última grande missão de seu pai e sua mãe. Mas a vida dos garotos corre perigo agora que eles estão sozinhos no meio do oceano. Junte-se a esta aventura, na mais perigosa e divertida caçada da sua vida!


Do selo #irado da editora Novo Conceito, Caçadores de Tesouros surge como o mais novo queridinho dos leitores.
Como era de se esperar a editora fez um trabalho encantador de diagramação, a revisão do livro está relativamente boa e são  belíssimas as ilustrações ao longo das 384 páginas. A Novo Conceito ainda nos presenteia com uma edição HardCover!
Enfim é O LIVRO!

Caçadores de Tesouros é um bom livro. Gosto bastante da escrita de James Patterson, e ele é ainda melhor quando escreve livros juvenis. James tem como característica uma linguagem de fácil entendimento, seus personagens são cativantes e suas narrativas fluídas tornam a leitura absolutamente envolvente.
Em Caçadores de Tesouros, o autor conta a história dos irmãos Kidd.
Já na apresentação do livro temos uma prévia de que iremos nos divertir bastante na companhia dessa turminha. O barco que possui um nome bem peculiar, “O Perdido”, é a casa da família Kidd. Durante uma tempestade em alto mar o pai das crianças desaparece  deixando- as desoladas. Mas Bick , Beck, Tempestade e Tommy “Cabeça-de-Vento” passaram suas vidas em alto mar e já estão acostumados a enfrentar os perigos que ele oferece. Sem a presença do pai e da mãe que também desaparecera seis meses antes durante uma expedição na cidade de Chipre, as crianças irão ter que aprender a se virar  sozinhas.
Mundialmente conhecido como oceanógrafo e caçador de tesouros, o Professor Tom Kidd está em uma caçada durante seu desaparecimento. Agora, cabe a Bick, Beck, Tempestade e Tommy darem continuidade a sua expedição. Em busca de um mapa de tesouro muito importante, os irmãos Kidd terão de provar que são capazes de dar continuidade a missão de seu pai. Porém é de se esperar que tal missão encontre diversos obstáculos pelo caminho.
Bick e Beck têm 12 anos e são gêmeos. A conexão entre ambos é um dos pontos mais interessantes da narrativa. Eles protagonizam momentos engraçados e dignos de boas risadas durante alguns de seus diálogos intitulados por “Tagarelice dos Gêmeos” onde ambos confrontam suas ideias.
Bick é quem narra a história e Beck é responsável pelas ilustrações que iremos encontrar ao longo de todo o livro. Como é comum em livros do gênero as ilustrações são partes essenciais, mas neste caso eu diria que elas tornam o livro ainda mais interessante. A narrativa de James é impecável, mas é através da composição dessas ilustrações que a história ganha forma. Para narrar a vida em alto mar a bordo do “Perdido” o autor consegue inserir o leitor dentro da narrativa apresentando-os a detalhes que somente quem vive em alto pode conhecer. Mesmo que você não entenda nada sobre barcos, James dará uma aula a respeito facilitando o entendimento a respeito sobre a vida dos tripulantes.
Bastante interessante na trama é o destaque e o posicionamento de cada um dos personagens dentro da narrativa. Mesmo sendo Bick o responsável por nos descrever a viagem, todos os outros personagens tem igual peso no enredo. Todos roubam a cena em seu devido momento.
Beck é impetuosa, extremamente inteligente e astuta. Bick é um coração mole.  Tempestade é o cérebro do grupo. Tommy, o irmão mais velho, possui um perfil atlético graças ao longo período auxiliando o pai durante as viagens. É ele o responsável pelo comando do “Perdido”.
Figuras emblemáticas não poderiam ficar de fora já que estamos falando de caçadores de tesouros. Porém, não espere que surja das páginas nenhum Capitão Gancho, em Caçadores de tesouros, os temidos piratas são bem moderninhos.
A leitura é tão agradável que é praticamente impossível largar o livro.  
Apesar de destinado aos leitores juvenis, Caçadores de Tesouros, recomendo o livro para pessoas de todas as idades. Qualquer leitor poderá se identificar com a narrativa.
A história dos irmãos Kidd irá conquistar a todos.

Como se trata de uma série o leitor já tem a ideia que muita coisa deixará para ser descoberta somente nas próximas sequências. Pois sempre existirão mistérios e segredos a serem revelados. Aliás, Caçadores de Tesouros está repletos deles. A aventura nunca tem fim. E não é exatamente isto que esperamos de um livro que tem como foco narrar à vida de caçadores de tesouros?
Com capítulos curtos, leitura dinâmica e fluída, uma aventura seguida da outra, piratas, tesouros, espiões, segredos, lutas, surfistas, mistérios, humor, lindas e caprichadas ilustrações em todas as páginas, o livro está recomendadíssimo.
Espero que VCS, assim como eu, passem momentos inesquecíveis na companhia dos irmãos Kidd.




Abraços Literários.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Livros abrem as portas da cidadania-

                                                                             
 

Para quem duvida da importância da leitura, basta lembrar que uma das primeiras medidas de regimes ditatoriais é cercear a liberdade de imprensa ou proibir a leitura de obras literárias que levem à reflexão. Ao longo dos séculos, governos totalitários e defensores radicais de dogmas religiosos queimavam livros em praças públicas.
O fato é que leitores são cidadãos mais conscientes, com maior poder de discernimento e mais capacitados na hora de defender seu ponto de vista. A leitura expande horizontes, aumenta o vocabulário e nos torna mais flexíveis na hora de argumentar.
A última grande pesquisa sobre hábito de leitura, empreendida pela Fundação Pró-Livro
E pelo Ibope Inteligência, constatou que existem no Brasil atualmente 88 milhões de leitores. Esse número corresponde a 50% da população brasileira com cinco ou mais anos de idade. Outro detalhe relevante; entre os cidadãos leitores, 46% cultivam o hábito de leitura de livros todos os dias.
Há um dado importante registrado pelos pesquisadores. O Nordeste, ganhou 1 milhão de leitores, 29% de todos os leitores vivem nessa região.
Na prática, a localidade, assiste ao que chamamos de inclusão cultural.
Parabéns leitores!
Dada a importância real da leitura na formação da cidadania, defendemos que os projetos de educação – desde o ensino fundamental – nos diversos municípios brasileiros, reforcem junto aos pais e alunos a difusão do livro.
Afinal de contas, a leitura começa no ambiente familiar e com programas eficientes terá sequência dentro e fora das salas de aula.


Nós do  Café com Leitura na rede que acreditamos na importância da leitura.  temos o enorme prazer de convidá-los para uma visita ao nosso site de vendas,  aqui.
Oferecemos livros novos, seminovos e usados para venda com descrição, foto, número de páginas, editora, autor, resenha e precinhos muito especiais.
Na seção de usados confiram nossos preços mais do que especiais.
Vendemos livros usados auxiliando na democratização da leitura e aos leitores que amam os livros e o Meio Ambiente.
E o atendimento é vip!
Entrem e fiquem à vontade.
Sejam muito bem-vindos!


Abraços Literários.




terça-feira, 1 de julho de 2014

Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa - Carol Rifka Brunt

                                                                            



1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.

Acho que foi esse título criativo que me fez  ler o livro.
Eu não sabia o que esperar dele, não tinha expectativas alguma quanto a história, mas desde a primeira página fui cativada pela profundidade das idéias nele expressas.
“Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é um romance incrível sobre maturidade e aprendizagem. Bem detalhado, é o tipo de obra que direciona o leitor a refletir e ainda transborda emoções contraditórias e sinceras com diversas interpretações. A trama parece ter sido escrita com muita intensidade, para ter a finalidade de tocar as pessoas de alguma forma.
June Elbus expõe sua relação sincera e comovente com o tio, melhor amigo e padrinho Finn Weiss, pintor profissional e excêntrico homem que se encontra num estágio de vida complicado e crítico. Ele tem AIDS, na época um grande tabu, e é possível acompanhar alguns dos avanços da doença, ao mesmo tempo em que se torna visível os laços de amizade entre esses dois personagens. Se entendem e se completam, cada um a sua maneira. Ela aprendeu a gostar das mesmas coisas que ele e cultivou vários dos seus hábitos, um dos vários motivos incentivadores da sua fértil imaginação.
A única pessoa no mundo que lhe compreendia e conhecia os segredos do seu coração. Finn não se importava que June se refugiasse no bosque e fingisse que vivia na Idade Média ou ainda que gostasse de objetos antigos, músicas clássicas e sonhasse em ser falcoeira um dia. Ele não se importava que ela vivesse em um mundo próprio. Um mundo em que só ele tinha permissão de fazer parte
Finn é uma pessoa sensível, talentosa e dono de uma paixão artística, que reflete no relacionamento com as pessoas. E June é uma garota solitária e incompreendida, que precisa de alguém que consiga enxergá-la além do óbvio.
Após a morte de Finn a vida de June vira de ponta cabeça. Tudo o que resta é a dor da saudade e a solidão. Então ela começa a receber cartas e telefonemas de um homem que conheceu Finn e que gostaria de conversar com June.
Toby é como um pedaço de Finn. Um pedaço que todos desconhecem, mas que existe e tem seu valor. Alguém com quem June sempre poderia contar. É como se ela o conhecesse a vida toda sem nunca tê-lo visto. Como poderia haver alguém tão parecido com Finn sem ser Finn? E por que seu tio nunca lhe contara sobre a existência desse homem?
Toby é extremamente diferente de Finn, mas ela consegue, de alguma forma, ver o tio dentro desse desconhecido. Uma forte amizade nasce entre Toby e June, que encontram Finn um no outro.
A relação de June e Toby foi muito bem explorada. A autora soube exatamente como conectá-los, e como fazer uma amizade de verdade crescer, conduzindo os leitores a um final surpreendente!

DALQEEC é um livro lindo, emocionante, instigante, arrebatador e inesquecível. Rico em detalhes e profundamente delicado. Um romance de extrema sensibilidade onde os personagens  convivem com a dor de maneira palpável, cada qual do seu jeito e que no decorrer da narrativa se conectam e se ajudam numa maravilhosa história de amadurecimento, perdão e recomeço.
Uma história carregada de sentimentos e lições, que nos mostra como a compaixão tem o poder de reconstrução.
Sua trama surpreende a cada capítulo numa obra que faz refletir sobre o amor, família e amizade, mas, principalmente, sobre como as pessoas enxergam e lidam com esses sentimentos.
Eu simplesmente amei este livro de enredo denso e com título muito criativo, que é compreendido ao longo da narrativa.
A capa é linda (eu tenho o pôster do livro, eebbaa) e enigmática. Nela estão contidos vários elementos da trama, que vão sendo descobertos no decorrer da leitura.


Recomendadíssimo esse livro que certamente aquecerá vários corações.

Abraços Literários e até a próxima.