Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Caixa de Pássaros-

                                                                                  


Sinopse:  Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor sem fôlego.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento  que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas.
Quatro anos depois de tudo ter começado, restaram poucos sobreviventes, incluindo Malorie e seus dois filhos pequenos. Morando numa casa abandonada próxima ao rio, ela sonha há tempos em fugir para um local onde sua família possa ficar em segurança. Mas a jornada que têm pela frente será assustadora: 32 quilômetros rio abaixo em um barco a remo, vendados, contando apenas com a inteligência de Malorie e os ouvidos treinados das crianças. Uma decisão errada e eles morrem.
E ainda há alguma coisa os seguindo. Será que é um homem, um animal ou uma criatura desconhecida?


Caixa de Pássaros é o romance de estreia de Josh Malerman, que apresenta a pergunta que não quer calar: "O que te dá medo?".
O verdadeiro terror que o autor explora é o medo do desconhecido, do que não vemos, mas  está lá e assombra. Não é um livro de  ação nem “sangue”, mas o clima de terror psicológico está lá incutido  do início ao fim e se infiltra pelas beiradas, assombrando com barulhos e sensações.
A história narrada em terceira pessoa acompanha nossa protagonista Malorie no presente e há quatro anos,  quando os surtos tiveram início.
Os capítulos são alternados entre dois tempos da narrativa e em determinado momento convergem para o final.
É interessante como o autor explorou a narrativa alternada entre passado e presente, pois já sabemos, de certa forma, o que vai acontecer, e nem por isso o suspense é quebrado.
Tudo começa com rumores, um incidente aqui e outro ali, que parecem casos isolados, mas  começam a se espalhar por vários pontos do planeta.
 Alguém tem um acesso de loucura, ataca quem estiver próximo e depois se mata.
E aparentemente o surto começa quando a pessoa vê alguma coisa. 
Ninguém sabe dizer o quê, afinal quem viu está morto agora.

                                                                                  


“Não abra os olhos.”

Ninguém mais sai de casa e todos cobrem janelas com lençóis escuros e tábuas.
As autoridades somem; TV e internet não funcionam;  não há luz nem telefone.
E há escuridão. Não há mais como sair sem estar vendado ou de olhos bem fechados. Não há mais como viver sem medo de abrí-los e ver algo que não deveria.
O que seriam estas coisas que traziam loucura para quem os olhasse?

Misturando suspense psicológico e drama o autor nos mostra as facetas dos personagens, e como a ruína do mundo exterior os  afeta.
A tensão  não se deve apenas ao medo do que está lá fora, mas o medo da fome, da insanidade se infiltrando aos poucos na mente de cada um deles.

"Ela imagina a casa como se fosse uma grande caixa. Quer sair daquela caixa [...]  O mundo está confinado à mesma caixa de papelão que abriga os pássaros lá fora.”

A narrativa tem um bom desenvolvimento assim como a construção dos personagens.
O leitor se sente preso àquela caixa de pássaros, vendado, e angustiado por não poder ver e se debatendo para entender.

“O homem é a criatura que ele teme.”

Há quem diga que a narrativa tem a pegada das  obras de J-Horror, um estilo de obras de terror da cultura popular japonesa, célebres por suas temáticas e tratamento característico do gênero priorizando o terror psicológico e a construção de tensão  por antecipação. Não acho que  seja do gênero J-Horror.
Há quem diga que lembra a memorável obra-de-arte Os Pássaros de Alfred Hitchcock. 
Onde resumidamente temos a protagonista Melanie  chegando a uma ilha chamada Bodega Bay  quando é inexplicavelmente atacada por uma gaivota.
 Inesperadamente, milhares de pássaros aparecem na cidade numa terrível série de ataques. Logo os personagens  estão lutando por suas vidas contra uma força mortal que não pode ser explicada nem detida, num dos filmes mais horripilantes de natureza sem controle da história de Hollywood.
Não acho que lembre o filme, lá sabemos que quem ataca são “Os Pássaros”.

É preciso se conectar com a narrativa,  ter em mente que os personagens, principalmente Malorie,  que conduz a história, não sabe o que está acontecendo.
Esse terror que se esgueira, que espreita, que ameaça de forma indireta foi  mais aterrorizante do que algo explícito.

É um livro que explora o medo de uma forma visceral expondo o que há de mais primitivo no ser humano. 
Você lê de uma sentada não consegue largar a leitura ansiosa pelo desfecho.
Masssssssss se você gosta de livros com finais redondinhos e que não deixam pontas soltas,  talvez esse livro não seja para você.
Vai ter adaptação na Netflix com Sandra Bullock como protagonista.


E aí eu te pergunto o que te dá medo??????

Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz Dia dos Pais-




Parabéns a todos os papais!


As mãos do meu Pai

As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
ah, como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mário Quintana)


Feliz Dia dos Pais!!!!


Abraços Literários, beijos poéticos e até a próxima.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cine Clube #30: Pets - A Vida Secreta dos Bichos

                                                                                 


Sinopse: Max é um cachorro doméstico que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cachorro chamado Duke, Max não gosta nada, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles vão ter que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha.
Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate, e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla.

 Quem nunca ficou curioso em saber o que seu pet faz em casa quando está sozinho????????
Pets apresenta uma resposta de maneira original e divertida.

                                                                                 


Da Universal Pictures, o mesmo estúdio de Meu Malvado Favorito, a trama apresenta Max, um cãozinho de estimação que se acha o cão mais sortudo da cidade e possui um amor incondicional por sua tutora.

                                                                              


Por mais que seus amigos aproveitem a ausência dos humanos das maneiras mais improváveis e impossíveis, Max está sempre preocupado em esperar pelo retorno de Katie. No entanto, tudo muda quando ela decide adotar outro cão, Duke.
Como Max estava acostumado a ter toda a atenção de Katie, ele não fica nada feliz com essa novidade e decide fazer de tudo para tirar o novo “irmão” de cena.
E é colocando em prática um plano para se livrar de Duke, abandonando-o em uma praça, que ambos acabam entrando em uma tremenda confusão.

                                                                                 


Numa “cãominhada” com o dog walker eles se perdem dos amigos e encontram uma gangue de animais que foram abandonados por seus donos e vivem no esgoto liderados por um malvado e vingativo (e fofiiiiiiiiinho, fofuroso e fofis) coelho, o Snowball.

                                                                                


Liderados por Gidget, uma meiguinha e fofíssima cadelinha apaixonada por Max, os amigos do cãozinho decidem formar uma equipe de resgate.
A equipe formada por três cães, (Buddy, um daschund sarcástico; Mel, um pug bipolar e Pops, um basset hound idoso e paraplégico), Tibérius um gavião ameaçador, Chloe, uma gata obesa e entediada; um hamster e um passarinho, é responsável pelas cenas mais engraçadas do filme.
O filme diferente de animações que são direcionadas para pessoas de todas as idades tem como foco os pequenos, mesmo assim é impossível não se apaixonar pela película.
Uma das grandes vantagens é que os personagens são cativantes  e suas características são construídas de uma maneira muito fiel ao que estamos acostumados a ver em nossos pets. Os cachorros, carinhosos, leais e cheios de energia perseguindo bolinhas e  extasiados com a chegada dos donos; os gatos que não estão nem aí para nada e agem como querem (até encontrar um pontinho vermelho de luz para perseguir); os pássaros sanguinários e os dóceis canarinhos;  todos andando livremente e desfrutando suas casas enquanto estão sozinhos, sem  nenhuma supervisão.
E isso gera identificação, criando um laço de afeto entre o telespectador e os animais.
A narrativa é ágil,  fluída e algumas tiradas são bem divertidas.
Há quem diga que tem uma pegada similar a de Toy Story (Max no lugar de Woody, Buzz no de Duque e ao invés de brinquedos, vários animalitos da vizinhança, perdidos acidentalmente na cidade realizando um resgate.
Também tem um Q de Meu Malvado Favorito onde a mensagem é a de que família e amigos são o que realmente importa por menos tradicionais que sejam.
Aliás, esse é um filme para ser visto em família, com os pets todos reunidos, porque você vai  apertá-los em abraços esmagadores e cobri-los de beijos estalados.
Pets  cumpre o prometido no quesito entretenimento.
E depois do filme render mais de $100 milhões de dólares no final de semana de estreia nos EUA, a segunda aventura dos pets já está confirmada e deve chegar aos cinemas em 2018.
É difícil encontrar uma falha no longa que já nas cenas iniciais conquista o espectador com uma trilha sonora envolvente, marcando ritmo e apresentando o cenário da movimentada cidade de Nova York.

                                                                                       


 Amei como o final tem um plano esplendidamente igualzinho ao do início!

Para quem  ama os pets e curte o gênero animação (eeeeeeeeeuuuuuuuu \0/) Pets – A Vida Secreta dos Bichos, teve todas as expectativas atingidas e superadas.


Abraços Literários e até a próxima.


sábado, 5 de agosto de 2017

"Evereste"-

                                                                                 


Baseado na jornada de um grupo de alpinistas que, em 1996, enfrentou uma trágica tempestade na mais alta montanha do planeta, “Evereste” tem elenco de estrelas e tensão na medida exata.                                                                 
                       


Inspirado nos relatos dos livros “No Ar Rarefeito” de Jon Krakauer, interpretado no filme por Michael Kelly  e “Deixado para Morrer” de Beck Weathers, interpretado por Josh Brolin,  o longa combinou efeitos especiais das cenas de aventura com dramas pessoais dos personagens, inspirados nas verdadeiras vítimas da nevasca que deixou mortos e feridos no pico asiático.
                                                                                 


É um filme de sobrevivência e resiliência.
Keira Knightley e Robin Wright, que pouca atenção tem na película, interpretam as esposas de Rob Hall (Jason Clarke) e Beck Weathers (Josh Brolin), presentes na expedição ao Everest.
Hall, que tem fama de garantir segurança aos clientes  é o líder da expedição organizada pela Adventure Consultants, empresa que criou  e que é conhecida por comercializar perigosas (e caras) escaladas no Everest. Ao longo da trama ele mostra algumas das qualidades que interpreta, não só como líder, mas como montanhista e na forma como mantém relação de proximidade com os clientes.
Seu grupo, composto pela diversidade, conta com objetivos distintos para se envolverem na perigosa aventura, entre eles um carteiro de poucas posses que pretende demonstrar que é um feito ao alcance de todos, um médico que pretendia alcançar o cume do Everest após ter falhado em outra ocasião,  um jornalista que cobre o evento, uma mulher que tinha atingido seis cumes e pretendia bater o próprio recorde; a gerente do acampamento base, a médica e dois guias.
A  popularidade da atividade crescente na época conduziu à criação de outras empresas, como  a  Mountain Madness, liderada por Scott Fisher (Jake Gyllenhaal), bem mais descontraído que Hall.
A parceria entre os dois, que cultivam rivalidade e visões divergentes de trabalho, é selada em razão do contexto da temporada na fronteira do Nepal com o Tibete, seguindo uma arriscada travessia que ganha ares de suspense.
A preocupação devido ao excesso de pessoas no território coloca em risco a segurança de todos então ambos expõem a maneira distinta de trabalhar e pensar dos personagens, um  guia seus clientes com cuidado, garantindo não só que estes subam ao cume, mas também que desçam em segurança enquanto o outro proporciona maior desenvoltura e autonomia.
"Evereste”  evita apresentar heróis e vilões e também não tem a pretensão de apontar responsáveis ou culpados.
Uma tempestade coloca a vida dos alpinistas em perigo, com uma escalada e a posterior descida a revelar-se um pesadelo onde a morte pode chegar a qualquer momento, seja ela de forma rápida ou lenta e dolorosa, características de “filme-catástrofe”. 
Baltasar Kormákur aproveita os efeitos especiais e os cenários (parte do filme foi filmado no Nepal e nos Alpes sob temperatura de -30º C) para nos expor à força inexorável e destruidora da natureza, onde os seres humanos têm de lutar pela sobrevivência.
O cineasta aproveita os recursos técnicos que tem à sua disposição para nos deixar diante da imensidão dos cenários, transmitir  seus perigos e criar um sentimento vertiginoso dando a ideia da enorme altitude de um simples nicho no interior de uma montanha enquanto os corpos se enregelam perante uma tempestade furiosa.
Vale ainda destacar Emily Watson como Helen Wilton, dando enorme credibilidade a esta mulher que coordena as expedições à distância, tendo ainda a difícil tarefa de contatar as famílias dos diversos personagens e o alpinista Guy, papel de Sam Worthington.
O cuidado e a sensibilidade em não explorar o feito de forma sensacionalista merecem crédito.
Antes dos créditos finais, gravações e reproduções de fotos dos alpinistas retratados são apresentados, com um breve esclarecimento sobre o destino de cada um deles após a tragédia.

Visualmente é algo  assustador,  onde o ser humano digladia-se com ele próprio e com a natureza, tendo de enfrentar as suas limitações  e  ultrapassar as adversidades.
Explorando os cenários cobertos de neve, sobretudo quando a tempestade se abate e as sensações voam a uma velocidade inexorável, "Evereste”  revela em um contexto cinematográfico o poder de nos deixar sem palavras diante da grandiosidade do monte representado e da ferocidade da Natureza.

Abraços Literários e até a próxima.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

A Sombra do Vento-

                                                                                    


Sinopse: A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante cujo enredo mistura gêneros como aventuras de Alexandre Dumas, o gótico de Edgar Allan Poe e os folhetins  de Victor Hugo.
Ambientado na Barcelona da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra,  é uma obra sedutora e é impossível de largar, além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um  triunfo da arte de contar histórias.
Tudo começa em 1945 quando Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar, o Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo.
É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax que desperta nele um fascínio pelo autor desconhecido e sua obra.”


É difícil falar de Zafón. Sou fã  da escrita apaixonante do autor e para mim ele ocupa um lugar diferenciado entre os escritores.
Mais do que um escritor, é  um artista que pinta palavras e cuja narrativa passeia por todos os gêneros; poesia, ironia, romance, drama, aventura, mistério, fantasia e horror, tudo na medida exata.
Carlos Ruiz Zafón é um clássico que vive e esse livro é uma homenagem aos livros.
Sublime, complexo e tocante com histórias dentro de outras histórias.
Nosso narrador é Daniel, um menino que numa madrugada acorda chorando por não se lembrar mais do rosto da mãe morta.
Seu pai o leva a um lugar misterioso, o Cemitério dos Livros Esquecidos, onde ele encontra um imenso labirinto repleto de livros abandonados.
É costume, da primeira vez que uma pessoa é apresentada ao lugar, “adotar” um livro para si. Daniel encontra uma cópia de um livro chamado “A Sombra do Vento”, de um autor misterioso chamado Júlian Carax.
O menino lê o romance em apenas uma noite e encantado decide procurar outros livros do autor, descobrindo que seus romances estavam desaparecidos, a maioria queimada por um estranho disposto a destruir Carax.
E é então que tudo começa.
Nós acompanhamos Daniel em sua jornada por anos, na qual ele tenta descobrir o que  aconteceu com Julián.
Zafón mostra a evolução, crescimento e amadurecimento de nosso protagonista como pessoa e como personagem.
Ele  mantém seu coração puro, mas erra muito mais vezes do que gostaria de admitir.
O protagonista Daniel assim como os personagens secundários Bea, Carax, Penélope e Férmin não vivem apenas nas páginas, naquele intervalo de tempo em que o livro se passa: todos eles têm um passado, uma elaborada história de vida e um futuro pelo qual torcemos.
Você sente que são “reais”  e nós, expectadores de uma incrível fase de suas vidas.

Esse quote é o primeiro da minha coleção de citações de livros:
 “Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa seus olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.” Página 9.

Esse é daqueles livros que caminham com a gente mesmo após fecharmos suas páginas se transformando numa verdadeira imersão.
É o tipo de livro que você não somente lê, mas um livro que lê você.
 A Sombra do Vento é uma obra-prima na qual tudo se encaixa na medida exata. Onde cada palavra é meticulosamente escolhida, cada vírgula planejada de maneira naturalmente poética, como devem ser os livros e a vida.
E como não se apaixonar de um livro que fala essencialmente de livros?


Abraços Literários e até a próxima.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Caneca Literária #43: Homem-Aranha: De Volta ao Lar-

                                                                                
 Três anos após último filme do herói, novo “Homem-Aranha” chega aos cinemas com outro protagonista.
Não faz tanto tempo assim que Andrew Garfield abriu suas teias sobre os cinemas. Estiloso e descolado vivia com a tia (Sally Field) e o tio (Martin Sheen) e era apaixonado por sua colega de escola (e de quadrinhos) Gwen Stacy (Emma Stone) e tinha como inimigos o Lagarto (Rhys Ifans) e Electro (Jamie Foxx).
Antes dele teve a trilogia (2002, 2004 e 2007) em que Tobey Maguire viveu o protagonista. Apaixonado por Mary Jane (Kirsten Dunst) com quem protagonizou a icônica cena do beijo e tendo como melhor amigo Harry Osbom (James Franco) que acaba se tornando seu rival. Ao longo dos filmes ele enfrentou diversos vilões: Duende Verde (Willem Dafoe), Dr Octopus (Alfred Molina) e Flint Marko (Thomas Haden Chirch)
 Mas em tempos em que super-heróis garantem superbilheterias (o primeiro filme de Maguire arrecadou US$ 800 milhões no mundo e a estreia de Garfield outros US$ 700 milhões) os estúdios não esperam muito para criar novas aventuras.

                                                                                


Assim conhecemos o inglês Tom Holland protagonizando  Peter Parker!
Já confirmado para participar de “Os Vingadores 4” e ainda pouco conhecido do grande público, o ator britânico fez sucesso ao estrelar o musical “BilyElliot” em Londres. 
Estreou no cinema em “O Impossível” (2012) longa que conta a história de uma família dividida pela passagem de um tsunami na Tailândia. O longa mais recente estrelado pelo ator é “Z _ A Cidade Perdida” (2017).
Como Homem-Aranha, ele roubou a cena (e nossos corações) em “Capitão América – Guerra Civil” (2016) e agora, ganha um filme solo, dirigido por Jon Watts.
Na história, Peter tem 15 anos, é imaturo e está deslumbrado com seus superpoderes. 
Apadrinhado por Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro, ele precisa passar por um estágio para se tornar um herói de verdade e, assim, fazer parte de Os Vingadores, um clã de super-heróis.
Peter tenta, então, mostrar que é capaz de enfrentar grandes desafios, no entanto, após receber seu uniforme das mãos de Stark, é deixado de lado. Com isso, em vez de enfrentar vilões, Parker precisa encarar a pacata rotina na escola, com o amigo Ned (Jacob Batalon).
Entre uma aula e outra, o adolescente coloca seu uniforme de Homem-Aranha e sai pelas ruas de Nova York para ajudar as pessoas e acaba metendo os pés pelas mãos diversas vezes.
À medida que vai desenvolvendo seus poderes, ele começa a se envolver em situações de risco e o perigo aumenta quando o super-herói tenta impedir um assalto a banco e se depara com armas superpoderosas.
Parker acaba enfrentando então o vilão Abutre (Michael Keaton, cuja atuação faz lembrar seu papel em “Birdman”, de 2015, indicado ao Oscar).

O Homem-Aranha foi um dos primeiros a quebrar a ideia do herói ideal. É órfão, mora com a tia, rala para conseguir pagar as contas, não é herdeiro, sofre bullying  e está imerso em transtornos e crises comuns ao dia a dia de muitas pessoas.
Sua preocupação não é só lutar com os vilões, mas também passar de ano no colégio, por exemplo, e se acertar com a namorada quando brigam, e isso desde a época dos quadrinhos.
O personagem, e seu lado humano, é um dos que mais gera identificação com o público. O motivo, que aborda o universo dos quadrinhos e da filosofia, são os diversos problemas que ele enfrenta, comuns aos fãs.

Se a vida de Parker de Maguire tinha a atmosfera gótica e noir, o Peter de Holland é mais colorida fabulosa e otimista capturando o imaginário e se enquadrando no estilo épico da franquia, construindo uma trama divertida sobre o rito de passagem do despreparo à maturidade.
Realização bem efetivada e um roteiro redondo com atuações carismáticas e empolgantes  na medida exata.


Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Prêmio Mystery Blogger Awards-

                                                                                  

Oieeeeeee hoje é dia de prêmio bebês!

A Babi (do Blog Meu Mundinho QuasePerfeito) blog com conteúdo de alta qualidade e posts escritos numa dinâmica inteligente e instigante, e que é dessas pessoas  que dá  vontade de guardar num potinho, indicou o Café com Leitura na Rede para o prêmio "Mystery Blogger Awards”.

Muito obrigada Babi, sua linda!   
                                                                                
                                                                         
 Vamos conhecer o prêmio???

O que é o Mystery Blogger Awards pela própria criadora do prêmio:

O Mystery Blogger Award é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. 
Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e  merecem todo reconhecimento que  conseguem.
Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com  amor e paixão”.
(Okoto Enigma)


Quem é indicado ao prêmio deve seguir alguns passos que eu listo para vocês:

Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog.

Listar as regras.

Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog.

Mencionar o criador do prêmio.

Contar a seus leitores três coisas sobre você.

Nomear até dez pessoas.

Notificar os seus indicados comentando no seu blog.

Pedir a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas.

Compartilhar um link para sua melhor postagem.


Vamos começar?

Três coisas sobre mim-

1)      Eu queria ser  veterinária, mas sou uma manteiga derretida, não posso ver um animalito dodói, que sento no chão “ boto o bixim”  no colo e começo chorar até desidratar :/  
      A propósito também não sou boa adestradora, massssss sou excelente em "deseducar"

2)      Sou dinolover, dinoaholic, dinomaníaca e tudo o mais em relação a dinossauros, simplesmente queria ter um pra chamar de meu <3 
       E siiiiiiiim assistir Jurassic World  depois de uma espera de anos pela sequência foi uma experiência de imersão, quando T-Rex aparece queridinho como ele só,  subi na poltrona e gritei: "TTTTTTêêêê Rééééé ckiiii Siiiiiiiiii"  e  "TTTTiiiiii Rrrrrrrrééééé Kisssssssss"
       E não fui só eu viu?????
      
3)      Meu (anti) herói  favorito da Marvel (sou marvelmaníaca siiiim) é o Loki lindamente interpretado pelo Tom Hiddleston (o queridinho Capitão James Conrad de Kong - A Ilha da Caveira) <3
                                                                          


As perguntas malucas que a Babi me fez-

1-Se você pudesse conhecer um lugar fictício de livros, qual você escolheria?
   Nárnia! Ainda que Nárnia não exista, sou narniana de coração <3

2-Que musica você escolheria para ser a trilha sonora da sua vida?
   No Promises (Shayne Ward) e Counting Stars (OneRepublic)

3-Por que criou um blog?
   Para dividir experiências e opiniões com pessoas que também amam livros e filmes.

4-Qual você acha a pior coisa no mundo?
   Intolerância. Acho que é a porta para muitos males.

5-E a melhor?
   Esperança é uma das melhores coisas que existe!

 

Minhas perguntas malucas-

1)      Se pudesse viver em um livro ou filme qual seria?

2)      Se fosse mudar o final de um livro ou filme qual seria?

3)      Qual habilidade de  personagem de livro/filme/série você gostaria de ter?

4)      Qual livro gostaria de ter escrito?

5)      Com quantos livros se faz uma biblioteca?



Minha melhor postagem-

Tenho um carinho especial por todos os meus posts, desde os mais simplesinhos até aqueles de livros que comecei a resenhar já na primeira página, anotando nomes, lugares, aspectos comportamentais e psicológicos, alinhavando os personagens e as histórias, montando o quebra cabeças, masssss tem dois que eu tenho um amor enoooorme que são:

1) O primeiro mesaniversário dos meus bebezudos netos,  filhos de Lana Maria (aqui)

2) As primeiras laranjas-champanhe da minha horta (aqui)


Blogs Nomeados-

Há quem goste e quem não goste de tags, eu sou do time que ama <3, no entanto respeito a opinião de todos e de cada um em particular, então não vou nomear ninguém e deixar em aberto para quem quiser responder, masssss com a devida licença poética vou deixar o link  dos blogs favoritos onde aprendo e encontro inspiração (correndo o risco de ter esquecido de algum e se o fiz peço antecipadamente desculpas).
Sempre que posso visito cada um de vocês, amo o cantinho de todos <3
Quem quiser responder aqui as perguntas fique a vontade, vou amar ver as respostas de vocês!
E quem fizer o post me avise para eu ir lá ver, combinado?













Mais uma vez Babi, sua linda, gratidão


Abraços Literários e até a próxima.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #33- Dia do Amigo


Feliz Dia do Amigo

Cada um de nós, à sua maneira, extrai da vida a poesia que nos cabe.


Soneto do Amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


(Vinícius de Moraes)



Abraços Literários e até a próxima


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Craft: Quilling-

                                                                                


Quilling é uma forma de desenho feito de papéis, fitas de cetim e outros materiais, e o papel utilizado nos trabalhos pode ser de várias gramaturas, cores e formatos.
Com um pouquinho de paciência e técnicas relativamente simples, acompanhando um passo a passo com alguns modelos que servem de base é possível fazer muita fofurice.
Dá pra fazer cartões, mas também é possível fazer quadrinhos e  enfeitar tampas de caixinhas.
                                                                                 


Nao vou dizer que o primeiro semestre passou voando, vou é contar “procês” que já comecei a fazer meus cartões de Natal!
                                                                             

  
                                                                                

                                       
                                                                                 
   
                                                                             
             
                                                                             
                         

                                                                                


Quem aí gosta de acompanhar os mimos com cartõezinhos feitos com carinho??
Qual o desenho favorito de vocês???

Abraços Literários e até a próxima



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cine Clube #29: A Bela e a Fera

                                                                                  


Conto de fadas escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, em 1740, A Bela e a Fera  ganhou nova versão em 1991, quando se tornou a primeira animação a concorrer ao Oscar de melhor filme.
Recontada com a ajuda da tecnologia onde desenhos e atores contracenam num live-action, a conhecida fábula apresenta figurinos luxuosos e efeitos especiais impecáveis na nova adaptação, filme dirigido por Bill Condon que bateu recorde de bilheteria, faturando mais de US$ 1 bilhão no mundo inteiro, consolidando-se como a produção mais vista do ano (até agora).
                                                                                 


O filme conta a já conhecida história de Bela (Emma Watson) uma camponesa e leitora voraz (princesa empoderada já que é ela quem salva o pai e o príncipe, e não o contrário) que tem o pai Maurice (Kevin Kline) capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide dar a própria vida ao “monstro” em troca da liberdade dele.
                                                                      


No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor sincero e verdadeiro para voltar à forma humana.
No decorrer da trama, é apresentado ao público, quatro novas canções, que explicam de maneira detalhada a transformação do príncipe em Fera, a maldição de seus empregados e o passado dos protagonistas.
Outra novidade é que o filme apresenta o primeiro personagem gay da Disney, LeFou (Josh Gad) que nutre um carinho especial pelo vilão Gaston (Luke Evans de “A Garota no Trem). 
Evans mostra competência na mudança de postura de Gaston que passa de um mero homem arrogante e narcisista a um malvado de verdade!
                                                                                 

Destaque à parte são os funcionários nada convencionais do castelo, que continuam encantando a todos: o candelabro, o relógio, o bule de chá e a xícara.

                                                                                  


Quem aí é fã da Bela e queria muitoooooooo uma bibli como a  que ela ganhou do príncipe????
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Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Arte das Capas #33: Por Lugares Incríveis-

                                                                                 
Capa Nacional


Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

                                                                                

Americana

                                                                                

 Portugal

                                                                                 

 Suécia



Alemanha

                                                                                

Espanha

                                                                               

Sérvia

                                                                                   

Rússia

É verdade que o  livro conquista pela capa, mas além do  trabalho visual também te ganha já na primeira página,  não te deixa ir dormir até você  terminar o capítulo, faz sorrir e chorar simultaneamente.
Confesso tinha minhas dúvidas por ser um drama. O mercado literário está cheio de dramas pré-fabricados com a mesma fórmula.
Porém a autora apresenta uma obra imprevisível, assim como os protagonistas.
Por Lugares Incríveis, que pode ser considerado um "road book", conta a história de Theodore Finch e Violet Markey, dois jovens com tendências suicidas que acabam encontrando um no outro a vontade de viver. 
Parece clichê. Mas não é!
Leitura reflexiva faz pensar sobre conceitos como amizade, família, escola e vida.
Os personagens são cativantes! 
Conhecemos Violet e Finch ao mesmo tempo em que ambos se conhecem na torre do sino do colégio, ambos pensando se vale a pena tirar a própria vida.
Por incrível que pareça o livro não é triste, pelo contrário é uma narrativa alegre graças ao Finch que com sua péssima reputação no colégio e apesar de viver uma bagunça consegue ser engraçado e feliz.
Violet mora na casa perfeita, tem uma família exemplar e  era muito feliz até perder a irmã  num acidente de carro. Ela se sente solitária, incompreendida, triste e culpada por ter sobrevivido ao acidente.
Tudo isso é muito complexo quando se tem dezessete anos, e é isso que nossos protagonistas enfrentam todos os dias. Às vezes não é o pai, a mãe, o amigo nem o terapeuta que pode te ajudar, mas quem está com o coração tão machucado quanto o seu e assim compreender cada pedacinho da sua dor.
No livro temos a  narração alternada entre Violet e Finch o que eu gosto muito já que dá para acompanhar e entender os pensamentos de ambos os protagonistas.
Ambos se unem para realizar um trabalho de geografia: ir em dois lugares que nunca foram do seu estado e descrever porque eles são marcantes.  Ao invés de dois, temos mais de vinte localidades que Finch e Violet foram e deixaram um pouquinho de cada um por onde andaram.
Abordar temas delicados e importantes como depressão, transtornos bipolares e tendências suicidas não é fácil e a autora conseguiu transbordar das páginas do livro a atmosfera em que vive os personagens e ainda questionar com sensibilidade.
Confesso que desidratei de chorar em algumas partes da leitura, mas Por Lugares Incríveis é uma das melhores leituras até agora.

“ Não preciso me preocupar com o fato de Finch e eu não termos filmado nossas andanças. 
Tudo bem não termos recolhido lembranças nem tido tempo de organizar tudo de um jeito que fizesse sentido pra outra pessoa.
O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa.”

Uma excelente obra  para os adolescentes e para leitores de todas as idades que com sua narrativa poética trata de assuntos polêmicos e sobre  valorizar (e aproveitar) a vida.

Esse livro é uma indicação da Cecy do blog Mundo Literário da Cecy.
Vcs conferem a resenha dela (aqui).
Obrigada Cecy por ter me apresentado esse livro incrível.

Eu ameeeei a capa nacional por que faz menção ao "road book", mas também gostei da americana, a portuguesa, a sueca e a sérvia, por fazerem referência aos nomes dos personagens, a flor violeta e o pássaro Finch <3
E vcs fofis qual a capa favorita ????

Abraços Literários e até a próxima.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

                                                                                 

Um reality musical protagonizado por animais e transformado em filme.

Dirigido e roteirizado por Garth Jennings, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta é uma animação divertida que além de fazer o público dançar na cadeira do cinema ao som de músicas conhecidas, ainda traz mensagens inspiradoras de superação, força, família e sucesso.
A animação parece dirigida ao público infantil, mas não se deixe enganar já que os adultos podem se divertir ainda mais que os pequenos.
A história gira em torno de um antigo teatro que apresentava produções de sucesso.
Apaixonado pela música e o show business, desde pequeno Buster Moon, um coala fofo, sonhava em ser dono do teatro.
Com muito esforço alcança o seu objetivo ao inaugurar o tão sonhado Teatro Moon que com o passar dos anos vai perdendo seu status e angariando dívidas fazendo com que ele, para salvar o teatro que é o palco de sua vida, tenha a  ideia de realizar um reality musical para selecionar as melhores vozes que participará de uma grande apresentação.
No entanto, sua assistente, Dona Kiki, comete um “pequeno” erro que atrai atenção de milhares candidatos.

                                                                                 

Assim que sabemos sobre a história do teatro e de seu dono, a câmera passeia pela cidade e entra na casa dos personagens principais para conhecermos cada um deles. 
Rosita, dona de casa e mãe de 25 porquinhos. Por ser workaholic, ela não tem tempo para se dedicar a outras atividades como cantar, algo que ela faz com muito amor.
Ash, é uma porco-espinho adolescente que adora rock, toca e canta ao lado do namorado Lance que sempre apaga seu brilho e desdenha de seu talento.
Meena, uma elefanta que mora com a mãe e os avós, tem uma voz estonteante que envolve qualquer um que esteja por perto, porém, o que a impede de cantar é a timidez e o medo de subir em um palco.
Johnny, um gorila adolescente que canta fabulosamente, mas mantém isso em segredo, já que seu pai quer que ele siga os negócios de “roubo em grupo” da família.
Günter, um porco irreverente, que ama dançar ao som de Lady Gaga e não se importa nenhum pouco com o que os outros possam pensar a respeito dele.
Por fim, temos o rato Mike, um músico de rua que toca saxofone e canta lindamente, mas possui um ego maior que o mundo.
Com nada em comum, o que une todos eles é a paixão pela música.
O roteiro é equilibrado e acerta tanto na apresentação dos personagens quanto na representação de um reality musical que estamos acostumados: sonhos individuais, inúmeros candidatos,  testes de audição, treinamento e grandes expectativas.
A história trabalha muito bem assuntos bastante discutidos nos dias de hoje, como o fracasso, medo, trabalhos domésticos, relacionamentos conturbados, escolhas, narcisismo, solidão, superação e, é claro, sucesso.
O espectador  vai amar a trilha sonora do filme que vai de Limp Bizkit, Katy Perry, Lady Gaga e Taylor Swift até Frank Sinatra com “My Way”, o jazz “Take Five” de Dave Brubeck, “Bamboleo” de Gipsy Kings e “Hallelujah”.

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta tem um final que agrada, redondo e fofo.
É um filme que faz cantar e traz mensagens clichês, mas fácil de criar identificação com pelo menos uma delas em algum momento.
Vale muito a pena a animação, entretenimento despretensioso e muito fofiiiiiinho.

Abraços Literários e até a próxima.