Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #33- Dia do Amigo


Feliz Dia do Amigo

Cada um de nós, à sua maneira, extrai da vida a poesia que nos cabe.


Soneto do Amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


(Vinícius de Moraes)



Abraços Literários e até a próxima


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Craft: Quilling-

                                                                                


Quilling é uma forma de desenho feito de papéis, fitas de cetim e outros materiais, e o papel utilizado nos trabalhos pode ser de várias gramaturas, cores e formatos.
Com um pouquinho de paciência e técnicas relativamente simples, acompanhando um passo a passo com alguns modelos que servem de base é possível fazer muita fofurice.
Dá pra fazer cartões, mas também é possível fazer quadrinhos e  enfeitar tampas de caixinhas.
                                                                                 


Nao vou dizer que o primeiro semestre passou voando, vou é contar “procês” que já comecei a fazer meus cartões de Natal!
                                                                             

  
                                                                                

                                       
                                                                                 
   
                                                                             
             
                                                                             
                         

                                                                                


Quem aí gosta de acompanhar os mimos com cartõezinhos feitos com carinho??
Qual o desenho favorito de vocês???

Abraços Literários e até a próxima



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Cine Clube #29: A Bela e a Fera

                                                                                  


Conto de fadas escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, em 1740, A Bela e a Fera  ganhou nova versão em 1991, quando se tornou a primeira animação a concorrer ao Oscar de melhor filme.
Recontada com a ajuda da tecnologia onde desenhos e atores contracenam num live-action, a conhecida fábula apresenta figurinos luxuosos e efeitos especiais impecáveis na nova adaptação, filme dirigido por Bill Condon que bateu recorde de bilheteria, faturando mais de US$ 1 bilhão no mundo inteiro, consolidando-se como a produção mais vista do ano (até agora).
                                                                                 


O filme conta a já conhecida história de Bela (Emma Watson) uma camponesa e leitora voraz (princesa empoderada já que é ela quem salva o pai e o príncipe, e não o contrário) que tem o pai Maurice (Kevin Kline) capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide dar a própria vida ao “monstro” em troca da liberdade dele.
                                                                      


No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor sincero e verdadeiro para voltar à forma humana.
No decorrer da trama, é apresentado ao público, quatro novas canções, que explicam de maneira detalhada a transformação do príncipe em Fera, a maldição de seus empregados e o passado dos protagonistas.
Outra novidade é que o filme apresenta o primeiro personagem gay da Disney, LeFou (Josh Gad) que nutre um carinho especial pelo vilão Gaston (Luke Evans de “A Garota no Trem). 
Evans mostra competência na mudança de postura de Gaston que passa de um mero homem arrogante e narcisista a um malvado de verdade!
                                                                                 

Destaque à parte são os funcionários nada convencionais do castelo, que continuam encantando a todos: o candelabro, o relógio, o bule de chá e a xícara.

                                                                                  


Quem aí é fã da Bela e queria muitoooooooo uma bibli como a  que ela ganhou do príncipe????
\0/ \0/ \0/

Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Arte das Capas #33: Por Lugares Incríveis-

                                                                                 
Capa Nacional


Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

                                                                                

Americana

                                                                                

 Portugal

                                                                                 

 Suécia



Alemanha

                                                                                

Espanha

                                                                               

Sérvia

                                                                                   

Rússia

É verdade que o  livro conquista pela capa, mas além do  trabalho visual também te ganha já na primeira página,  não te deixa ir dormir até você  terminar o capítulo, faz sorrir e chorar simultaneamente.
Confesso tinha minhas dúvidas por ser um drama. O mercado literário está cheio de dramas pré-fabricados com a mesma fórmula.
Porém a autora apresenta uma obra imprevisível, assim como os protagonistas.
Por Lugares Incríveis, que pode ser considerado um "road book", conta a história de Theodore Finch e Violet Markey, dois jovens com tendências suicidas que acabam encontrando um no outro a vontade de viver. 
Parece clichê. Mas não é!
Leitura reflexiva faz pensar sobre conceitos como amizade, família, escola e vida.
Os personagens são cativantes! 
Conhecemos Violet e Finch ao mesmo tempo em que ambos se conhecem na torre do sino do colégio, ambos pensando se vale a pena tirar a própria vida.
Por incrível que pareça o livro não é triste, pelo contrário é uma narrativa alegre graças ao Finch que com sua péssima reputação no colégio e apesar de viver uma bagunça consegue ser engraçado e feliz.
Violet mora na casa perfeita, tem uma família exemplar e  era muito feliz até perder a irmã  num acidente de carro. Ela se sente solitária, incompreendida, triste e culpada por ter sobrevivido ao acidente.
Tudo isso é muito complexo quando se tem dezessete anos, e é isso que nossos protagonistas enfrentam todos os dias. Às vezes não é o pai, a mãe, o amigo nem o terapeuta que pode te ajudar, mas quem está com o coração tão machucado quanto o seu e assim compreender cada pedacinho da sua dor.
No livro temos a  narração alternada entre Violet e Finch o que eu gosto muito já que dá para acompanhar e entender os pensamentos de ambos os protagonistas.
Ambos se unem para realizar um trabalho de geografia: ir em dois lugares que nunca foram do seu estado e descrever porque eles são marcantes.  Ao invés de dois, temos mais de vinte localidades que Finch e Violet foram e deixaram um pouquinho de cada um por onde andaram.
Abordar temas delicados e importantes como depressão, transtornos bipolares e tendências suicidas não é fácil e a autora conseguiu transbordar das páginas do livro a atmosfera em que vive os personagens e ainda questionar com sensibilidade.
Confesso que desidratei de chorar em algumas partes da leitura, mas Por Lugares Incríveis é uma das melhores leituras até agora.

“ Não preciso me preocupar com o fato de Finch e eu não termos filmado nossas andanças. 
Tudo bem não termos recolhido lembranças nem tido tempo de organizar tudo de um jeito que fizesse sentido pra outra pessoa.
O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa.”

Uma excelente obra  para os adolescentes e para leitores de todas as idades que com sua narrativa poética trata de assuntos polêmicos e sobre  valorizar (e aproveitar) a vida.

Esse livro é uma indicação da Cecy do blog Mundo Literário da Cecy.
Vcs conferem a resenha dela (aqui).
Obrigada Cecy por ter me apresentado esse livro incrível.

Eu ameeeei a capa nacional por que faz menção ao "road book", mas também gostei da americana, a portuguesa, a sueca e a sérvia, por fazerem referência aos nomes dos personagens, a flor violeta e o pássaro Finch <3
E vcs fofis qual a capa favorita ????

Abraços Literários e até a próxima.



quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

                                                                                 

Um reality musical protagonizado por animais e transformado em filme.

Dirigido e roteirizado por Garth Jennings, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta é uma animação divertida que além de fazer o público dançar na cadeira do cinema ao som de músicas conhecidas, ainda traz mensagens inspiradoras de superação, força, família e sucesso.
A animação parece dirigida ao público infantil, mas não se deixe enganar já que os adultos podem se divertir ainda mais que os pequenos.
A história gira em torno de um antigo teatro que apresentava produções de sucesso.
Apaixonado pela música e o show business, desde pequeno Buster Moon, um coala fofo, sonhava em ser dono do teatro.
Com muito esforço alcança o seu objetivo ao inaugurar o tão sonhado Teatro Moon que com o passar dos anos vai perdendo seu status e angariando dívidas fazendo com que ele, para salvar o teatro que é o palco de sua vida, tenha a  ideia de realizar um reality musical para selecionar as melhores vozes que participará de uma grande apresentação.
No entanto, sua assistente, Dona Kiki, comete um “pequeno” erro que atrai atenção de milhares candidatos.

                                                                                 

Assim que sabemos sobre a história do teatro e de seu dono, a câmera passeia pela cidade e entra na casa dos personagens principais para conhecermos cada um deles. 
Rosita, dona de casa e mãe de 25 porquinhos. Por ser workaholic, ela não tem tempo para se dedicar a outras atividades como cantar, algo que ela faz com muito amor.
Ash, é uma porco-espinho adolescente que adora rock, toca e canta ao lado do namorado Lance que sempre apaga seu brilho e desdenha de seu talento.
Meena, uma elefanta que mora com a mãe e os avós, tem uma voz estonteante que envolve qualquer um que esteja por perto, porém, o que a impede de cantar é a timidez e o medo de subir em um palco.
Johnny, um gorila adolescente que canta fabulosamente, mas mantém isso em segredo, já que seu pai quer que ele siga os negócios de “roubo em grupo” da família.
Günter, um porco irreverente, que ama dançar ao som de Lady Gaga e não se importa nenhum pouco com o que os outros possam pensar a respeito dele.
Por fim, temos o rato Mike, um músico de rua que toca saxofone e canta lindamente, mas possui um ego maior que o mundo.
Com nada em comum, o que une todos eles é a paixão pela música.
O roteiro é equilibrado e acerta tanto na apresentação dos personagens quanto na representação de um reality musical que estamos acostumados: sonhos individuais, inúmeros candidatos,  testes de audição, treinamento e grandes expectativas.
A história trabalha muito bem assuntos bastante discutidos nos dias de hoje, como o fracasso, medo, trabalhos domésticos, relacionamentos conturbados, escolhas, narcisismo, solidão, superação e, é claro, sucesso.
O espectador  vai amar a trilha sonora do filme que vai de Limp Bizkit, Katy Perry, Lady Gaga e Taylor Swift até Frank Sinatra com “My Way”, o jazz “Take Five” de Dave Brubeck, “Bamboleo” de Gipsy Kings e “Hallelujah”.

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta tem um final que agrada, redondo e fofo.
É um filme que faz cantar e traz mensagens clichês, mas fácil de criar identificação com pelo menos uma delas em algum momento.
Vale muito a pena a animação, entretenimento despretensioso e muito fofiiiiiinho.

Abraços Literários e até a próxima.


sábado, 1 de julho de 2017

Deixei Você Ir-

                                                                                  


Sinopse: Quando Jacob morre atropelado em uma rua de Bristol, Inglaterra, depois de ter soltado a mão da mãe em um dia chuvoso, o motorista do carro que o atinge acelera e foge. Desvendar sua morte vira um caso para o detetive Ray Stevens e seus colegas, Kate e Stumpy. Jenna, assombrada pela morte do menino, abandona tudo e se muda para uma pequena cidade costeira do País de Gales. Ela passa os dias em seu chalé tentando esquecer as lembranças do terrível acidente e aos poucos começa a ter algo parecido com uma vida normal e vislumbrar a felicidade em seu futuro. Mas o passado vai alcançá-la, e as consequências serão devastadoras.
Mesclando suspense, investigação policial e thriller psicológico, Clare Mackintosh disseca a mente de seus personagens enquanto tece inesperadas conexões entre eles.

 Amooooo thriller psicológico e esse com traços de suspense investigativo, o livro de estreia da inglesa Clare Mackintosh foi uma das  surpresas positivas desse ano.
Deixei Você Ir  mostra quanta capacidade de nos surpreender esse gênero ainda guarda.
A história tem início com o atropelamento do garoto Jacob ao atravessar a rua de casa quando voltava da escola com sua mãe.
O motorista que o atingiu foge do local sem prestar socorro, deixando o menino morto nos braços da mãe.
Misto de drama com romance policial, a obra tem uma primeira parte sem muita ação focada em apresentar o atropelamento do garoto e como essa tragédia afeta a vida de diversas pessoas, a trama se divide para acompanhar duas delas: Jenna, que se muda após a morte do garoto com a intenção de se livrar das lembranças e recomeçar a vida após o terrível acidente; e Ray, o detetive encarregado de encontrar o motorista que fugiu do local sem prestar socorro e o dia a dia com sua equipe no Depto de Investigação Criminal tentando solucionar o caso que não tem pistas nem testemunhas.

Ray é um detetive dedicado que vive dificuldades investigativas, institucionais e familiares.
Jenna é a mulher que luta para recomeçar uma vida estraçalhada, mas o passado virá ao seu encontro mostrando que a saída pode não ser assim tão simples.

De cara gostei da capa, siiiiiim sou dessas vcs bem sabem, mais até do que o plot.
O livro tem um começo meio parado descrevendo detalhadamente os sentimentos atuais dos personagens Ray e Jenna.
Os capítulos iniciais são divididos entre a visão dos dois, sendo a parte dele em 3° pessoa e a dela em 1° pessoa.
Temas delicados são bem explorados em um drama que serve de entrada para desviar a atenção, até que, mais ou menos na metade do livro começa a segunda parte ...
Você vai perceber que o atropelamento da criança é apenas a ponta do iceberg em uma história muito mais complexa, com uma grande carga emocional e psicológica.
Capítulos alternados entre passado e futuro também contribuem para criar expectativa e aumentar a ansiedade do leitor.
A guinada para o thriller acontece em uma frase, assim sem mais nem menos no meio de uma cena descobrimos que nem tudo é o que foi mostrado até então.
Em cima de um único detalhe, explorado desde o começo da história, mas praticamente imperceptível, Clare Machintosh confere um novo ritmo para a obra.
Então você mergulha em uma história sombria, com suspense e ação tornando tudo eletrizante como se, de repente, a narrativa tocasse num fio desencapado.
Ritmo esse que se mantém até os últimos segredos serem revelados.
A história sofre um twist plot surpreendente e temos a inclusão de capítulos em primeira pessoa de um novo, inesperado e detestável personagem.
Raiva, revolta, indignação, empatia, compaixão, são sentimentos que passam a brigar por espaço durante a leitura e você não tem saída senão ler sem parar até o final.

A reviravolta coloca a história inteira sob outra perspectiva, por isso saber o que acontece anula o livro inteiro transformando a leitura em uma outra experiência.
Então praguinhas e pestinhas se forem ler o livro não leiam o spoiler combinado?????
Do contrário é só selecionar o texto em branco :p

Jenna passa a primeira metade do livro se sentindo culpada. Jacob morreu e ela não consegue lidar com isso.
O leitor sabe que a mãe de Jacob não segurou a mão dele ao atravessar a rua e que ela se sente culpada pelo atropelamento. A autora nos induz a acreditar que Jenna é a mãe de Jacob. Ela não é a mãe do garoto.
Mas então por que ela se sente tão culpada e precisa reaprender a viver? Porque a polícia descobre que o carro que atropelou o menino é de Jenna e a prende.
Ela assume a responsabilidade.
Jenna não é uma vilã, ela é uma boa pessoa que fez más escolhas e tomou decisões ainda piores. 
Na segunda metade do livro um novo personagem é inserido. Ian era o marido abusivo e violento de Jenna. Ele narra o relacionamento dos dois desde que se conheceram.
 É inacreditável ver fatos horríveis pelos olhos de uma pessoa que acha isso normal.
Então entendemos por que Jenna se isolou numa cabana no meio do nada e por que ela tem medo de tudo. Ian é violento e está atrás dela. Só aí o livro ganha ares de thriller e a essa altura o tema central da história é a violência doméstica e não as consequências do atropelamento do menino Jacob.
O único senão é que foi Ian atropelou Jacob enquanto Jenna estava no banco do passageiro. Mais uma das vilanias e maldades inomináveis dele. Mas ela assume a culpa, sozinha, pois acha que alguém precisa pagar pelo sofrimento da mãe de Jacob.
Entendo que a vítima de violência doméstica pode não conseguir delatar seu agressor por medo, mas não acho certo que Jenna tenha deixado um homem com a índole de Ian escapar impune.

Ex-policial do Departamento de Investigação Criminal da Inglaterra, Clare Mackintosh coloca sua experiência em letras abrangendo de forma detalhada e real as atitudes dos personagens e o resultado é exemplar.
Indicado para todos aqueles que gostam deste estilo de suspense que trabalha o lado psicológico com a visão de vários personagens simultaneamente, como "Garota Exemplar, "Lugares Escuros", "A Garota no Trem" e "Em Águas Sombrias".
 "Deixei Você Ir" é uma excelente escolha.

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 26 de junho de 2017

A Livraria dos Finais Felizes-

                                                                                 


Sinopse- Há sempre uma pessoa para cada livro e um livro para cada pessoa.
“A Livraria dos finais felizes” é uma história comovente sobre o poder dos livros.
Se a vida fosse um romance, o da Sara certamente não seria um livro de aventuras.
Em vinte e oito anos nunca saiu da Suécia e nenhum encontro do destino desarrumou a sua existência. Mas tudo muda no dia em que recebe uma carta de uma pequena cidade perdida no meio do Iowa e com um nome estranho: Broken Wheel.
A remetente é uma tal Amy, uma americana de 65 anos que lhe envia um livro.
E assim começa entre as duas uma correspondência afetuosa e sincera. Depois de uma intensa troca de cartas e livros, Sara consegue juntar o dinheiro para atravessar o oceano e encontrar a sua querida amiga. No entanto, Amy não está à sua espera, o seu final, infelizmente, veio mais cedo do que o esperado. E enquanto os excêntricos habitantes, de quem Amy tanto lhe tinha falado, tomam conta da assustadora turista (a primeira na história de Broken Wheel), Sara decide retribuir a bondade iniciando-os no prazer da leitura. Porque rapidamente percebe que Broken Wheel precisa de um pouco de aventura, e talvez , um pouco de romance. Em suma, esta é uma cidade que precisa de uma livraria. E Sara, que sempre preferiu os livros às pessoas, naquela aldeia de poucas pessoas, mas de grande coração, encontrará amizade, amor, emoções para viver e finalmente será a verdadeira protagonista da sua vida.

                                                                                   


Que fofiiiiiiiiiiiiiiiinho esse livro.
Mais difícil que apontar o que não gostou em um livro é dizer o que fez você amá-lo. Tenho  um carinho especial sobre livro cujo plot é sobre livros e  pessoas que os lêem e este conquista de cara pela capa, a sinopse e o fato da autora ser sueca.
Fico  feliz sempre que posso conhecer um pouco mais literatura de outros países.
Aqui temos  Sara  que conhece Amy, uma adorável senhora norte-americana, por meio de livros viajantes e inicia uma troca de correspondência, que fazem com que ela conheça através das cartas muitas pessoas da cidadezinha onde Amy mora.
Assim quando recebe o convite para visitar Broken Wheel, Iowa, Sara vai sem hesitar.
Ela só não esperava chegar na hora mais inapropriada possível e muito menos que sua vida mudaria para sempre.
A questão é que Sara chegou uma semana depois que Amy falecera e sequer sabia que a amiga estava doente. Amy jamais quis contar a verdade e agora ali estava ela em uma cidade com 637 habitantes e mesmo que soubesse sobre metade deles através das cartas (e eles sobre ela) não sabia o que fazer já que tinha vindo para ficar por cerca de dois meses.
Amy era muito amada na cidade, e por isso seus conterrâneos abraçaram a missão de serem os anfitriões de Sara. E junto com a moça, vamos conhecendo a fundo cada morador, tornando-se impossível não se encantar com cada um deles.
Ninguém disse que ela devia voltar para a Suécia. Era ali que ela devia ficar ali, na casa de Amy, esse era o desejo da amiga falecida. Todos estavam preparados para cuidar da nossa protagonista turista e cada um tinha seu papel. George seria o motorista, Caroline cuidaria de sua alimentação, Grace não deixaria faltar café, e ainda havia Andy, Carl, John, Tom, Jen, William, Claire.
A lista de amigos não tinha fim.
Não deixavam que  Sara pagasse pela estadia, alimentação nem nada.
Ela queria ajudar de alguma forma a minúscula cidade abandonada no tempo.
Então teve a ideia de uma livraria. Ali estava ela e os milhares de livros de Amy e agora um sonho iria se realizar. Broken Wheel aprenderia a amar os livros.
A autora deve ter pensado que logo ficaria claro o que aconteceria com a protagonista, por isso decidiu nos surpreender com os personagens secundários que são adoravelmente comuns, talvez por isso tenha sido tão fácil torná-los reais.
A impressão é que eles realmente existem e poderiam ser qualquer pessoa com quem convivemos.  Não há um favorito, amei todos, igualmente. 
Todas as citações de grandes obras clássicas e contemporâneas, toda a pequena cidade mobilizada para fazer tudo acontecer e a cena mais inusitada que já li comas pessoas assistindo pela vitrine da livraria Sara lendo por mais de 5 horas, fazendo desse momento uma celebração. Quem diria que ler seria uma atração?
Sara é uma mulher que não tem grandes realizações na vida, nem espera muito das pessoas. Seu maior interesse são os livros e ela ama ler de tal maneira que somente sendo leitor apaixonadamente apaixonado pelos livros para compreender essa paixão.
Foi muito fácil me conectar com Sara, afinal todo leitor se conecta entre si.
A personagem é o tipo de leitora que lê única e exclusivamente por prazer, assim como eu.

Um livro que fala sobre livros e  mostra que eles podem tornar tudo melhor.
Fala também sobre o poder da leitura e é delicioso de ser lido, quando terminei senti vontade de abraçá-lo!
Como dizem... Livro é tão bom que deveria ser elogio!
A Livraria dos finais felizes é ...  tão livro!
Recomendo a todos os leitores que amam ler por prazer, para lerem com um sorriso nos lábios.


Abraços Literários e até a próxima.